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quarta-feira, 13 de março de 2013

Conceição do Mato Dentro

Cachoeira do Tabuleiro
 Foto de Thiago Benedicto


Conceição do Mato Dentro

Cachoeira do Tabuleiro

            Depois de uma noite descansando, (mesmo com o episódio do gatinho), já refeitos, principalmente após o lauto café da manhã da Pousada da Gameleira com frutas, queijo mineiro, pães recheado e integral, pão de queijo, bolos e biscoito de polvilho, tudo feito na Pousada, pelo comando do Sérgio, nos preparamos para nosso primeiro passeio: a atração mais famosa e comentada: a Cachoeira do Tabuleiro.

Café da manhã da Pousada Gameleira
            Escolhemos esta Pousada por indicação e também pelo suporte que o Samuel nos prestou durante nossas pesquisas. Além de estarem incluídos na diária o café da manhã e um almoço tardio, o próprio Samuel faz o trabalho de guia, e não somente mostrando o caminho, mas contando sobre a história do lugar, alguns fatos inusitados e explicações gerais sobre fauna e flora do local. Um “bônus” ainda, é que ele é (cá entre nós, a melhor qualidade que possamos comentar de uma pessoa...) muito viajado, então, nas paradas e nas conversas assistindo televisão, conversávamos sobre... adivinha... viagens, que chato! Brinquei que ele deveria ser o mestre dos guias, pois todos os lugares que falávamos, ele conhecia, contava causos ou sempre tinha uma curiosidade para contar...
            Pelo período, para nosso grupo de 6 pessoas, que acabamos optando por um quarto coletivo, com 3 beliches, por questões “operacionais” rsrs..., pagamos R$ 1.800,00,  que incluía o café da manhã e almoço de domingo a terça-feira e o café da manhã da quarta-feira.

Cachoeira do Tabuleiro
Foto de Thiago Benedicto
            Copiando aqui do Clube dos Aventureiros a descrição técnica da Cachoeira do Tabuleiro: 
...”É a cachoeira mais alta de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil. São 273 metros de queda livre formada a partir de um paredão de beleza monumental. Na parte alta da cachoeira existem outras quedas e lagos e, na parte de baixo, existe um grande poço ladeado por imensos blocos de pedra. A Cachoeira está situada no coração do Parque Natural Municipal do Ribeirão do Campo, que protege cerca de 3.150 hectares de área onde se encontram raros ecossistemas que compõem a cadeia do Espinhaço além das coleções hídricas da região, envolvendo todas as nascentes formadoras do ribeirão do Campo...
             De acordo com o Guia Quatro Rodas, existem mais de 5.000 cachoeiras catalogadas no País, e a Cachoeira do Tabuleiro é considerada a melhor cachoeira para visitação de turistas e uma das mais belas paisagens do Brasil.”...
            Em 2007, o Parque do Intendente uniu a antiga Área de Proteção Ambiental Serra do Intendente e o Parque Municipal Ribeirão do Campo.
            Saímos em comboio da Pousada em 5 carros, rumo à entrada do Parque, numa estradinha de terra bem ruinzinha... O Samuel ficou com receio de não conseguirmos subir a estrada toda, mas conseguimos chegar até a entrada. A entrada para o Parque custa R$ 5,00 e você deve preencher uma ficha com seus dados. No nosso caso, fomos todos incluídos no grupo do Samuel, ele responsável por todas as cerca de 15 “crianças”, como ele nos chamava. No grupo, ainda a presença do Diego, um guia para “fechar a trilha” e dar umas “mãozinhas e puxadinhas” para todos...Um banner indicava que o limite de visitação ao Parque são de 250 pessoas, e após às 14:00 hs, as visitas se encerram. Portanto, planeje-se antes para esta visita imperdível.
            Encontramos um pessoal do Parque (que não consigo lembrar o nome) fazendo uma panfletagem do bem:  uma coisa boa, educativa e principalmente ecológica. Achei interessante, como a coisa evolui e hoje em dia, todos falem em educação ambiental, mas me fez lembrar também, que na nossa primeira visita à região, junto com uma excursão da Freeway à Serra do Cipó, em 1994, encontramos um grupo de estudantes de uma escola municipal de Jaboticatubas, parando os ônibus, falando e distribuindo material justamente falando sobre as questões de preservação ambiental. Não sei se foi coincidência, mas essa “pegada” ecológica da região merece um destaque.

Cachoeira do Tabuleiro
Foto de Thiago Benedicto

            Uma caminhada de 3,6 quilômetros, que tem sua dificuldade no desnível entre o início e o final da caminhada e principalmente no trecho final onde você caminha sobre as pedras e algumas vezes no leito do rio.
            Primeiro visitamos o Mirante, onde é possível avistar a Cachoeira com a clássica formação do coração, muitas fotos, explicações do Samuel principalmente sobre a flora da região e depois descemos em direção ao poço da Cachoeira.
            O poço realmente é imenso, lindo. Escolhemos um pedaço de chão, embaixo de uma grande rocha fazendo sombra para deixar nossas coisas e todos para a água, depois da caminhada cansativa. Mais outros dois bônus: o colete salva vidas, que o Samuel carregava sempre nos passeios, para... mim...brincadeira... (depois outras meninas usaram também) e nas cachoeiras, o pessoal do Corpo de Bombeiros, sempre observando a movimentação. Nunca vi bombeiros em cachoeiras e achei uma iniciativa bem interessante e recomendável, aconselhável em outros tantos lugares que visitamos.
            A volta foi dura, pelo sol e pela subida. Pegamos os carros e voltamos para a Pousada, onde nos esperava um almoço com arroz, feijoada, tutu de feijão, uma cebola roxa apimentada, bolinho de arroz, filé de frango e mais uns 8 tipos de salada. Regados a jarras de suco natural: laranja, abacaxi com hortelã, abacaxi com pêssego ou manga.

No riachinho que fomos
"rastando o chinelo"...
            À tarde, para nos refrescar do calor, fomos até o riozinho que corre bem pertinho da Pousada, como disse um morador local para o Hebert: “-Dá prá chegá lá rastando o chinéelo...” com aquele sotaque minero gostoso... essa frase já incorporamos ao nosso cotidiano!
            O rio estava beeem cheio de gente, muita música e cerveja, e o que desagradou ainda também, foram a presença de muitos cachorros e logicamente, seus produtos...
            Voltamos logo para a Pousada, ficamos por ali, no nosso revezamento para os banhos, na televisão e principalmente conversando com o Samuel.
            À noite, mesmo comendo até quase explodir no almoço, ainda fomos tentados com o pastel de angú e “tivemos” que experimentar. Este pastel tem uma história interessante e o Samuel contou que encomenda na fonte mesmo: a D. Lélia.
Diz a história que: “Dona Lelia aprendeu com a mãe, Mirtila,, que aprendeu a receita com a escrava que a criou. Quando a avó de D. Lélia morreu, deixou 8 filhos; a escrava então, entregou cada um deles para seu respectivo padrinho, como era costume na época, e foi com a pequena Mirtila para a casa de seu padrinho e com ela ficou até morrer A escrava ensinou Mirtila a fazer o pastel de angú, o pastel de mandioca, o fubá suado e o cuscuz, entre outras iguarias. O pastel de angu era recheado com a carne que sobrava das mesas dos senhores, e a massa, preparada com o fubá tirado do milho moído em moinho de pedra movido a roda d’água. A mãe passou então a receita para os filhos.”  . Copiei da revista do acervo do Samuel mas esqueci de pegar o nome da revista..
            Cansados, satisfeitos, fomos todos dormir, esta noite sem gatinho...

Cachoeira Rabo de Cavalo
Foto de Thiago Benedicto
Cachoeira Rabo de Cavalo

            Segundo dia, mais um café da manhã “de explodir”, e nos preparamos para o segundo passeio: a Cachoeira Rabo de Cavalo, e está localizada na Área de Proteção Ambiental Peixe Tolo.
            O medo era saber se a caminhada seria como do dia anterior, mas o Samuel garantiu que o maior trecho, e mais árduo seria feito de carro, e a caminhada em si, tranquila.
            E assim foi: seguimos os 5 carros, numa estrada beem ruim (toda hora falávamos: ai, meu 4 x 4...). pensei várias vezes que o carrinho neon marca-texto não ia aguentar o tranco, mas conseguiu cumprir bravamente o rallye! Ai se carro alugado falasse...
            A trilha foi tranquila, cerca de 1 hora de caminhada, atravessando alguns córregos e dava vontade de parar em cada um deles.
            Ela é formada por dois cursos d'água, e se divide em duas paralelas com aproximadamente 40m cada uma (que se unem logo depois, formando uma única queda de, aproximadamente 80m de altura). Forma um grande poço de aproximadamente 1.750m² e sua profundidade é superior à 6m... descrição do site da Pousada da Gameleira


  Novamente, usei o colete, pois o poço é bem fundo e depois outras meninas também usaram e novamente, a presença do Corpo de Bombeiros.
   Na volta, mesma trilha, e o Thiago e o Hebert inauguraram uma nova modalidade de banho, seguidos logo pelo João e Júlia que era mergulhar naqueles regatos tentadores com roupa, bota e tudo, uma vez que já estávamos todos molhados e sujos mesmo...enquanto isso, o Zé Geraldo se aprimorava na arte ninja de andar pelo barro e permanecer com o sapato intacto, branquinho e seco....
            Chegamos por volta das 17:00 hs para o almoço, com arroz com frango com e sem pequi, uma delícia, abóbora com quiabo, linguiça, a mesma variedade de  saladas e de sobremesa, a especialidade da casa: doce de leite com hortelã, delicioso!!! Não deixe de provar!
            Neste dia, pedimos um caldinho de jantar: um de abóbora e outro de mandioca,encorpados, saborosos,  jogamos Imagem e Ação, atrapalhamos todo mundo que queria ver TV e fomos descansar.



Cachoeira Congonhas
foto de Thiago Benedicto
Cachoeira Congonhas e Zé Cornicha

Neste terceiro dia, a caminhada partiu da própria Pousada, não precisamos utilizar os carros.
...”A Cachoeira de Congonhas está localizado em um afluente do Rio Preto, próximo à entrada do cânion ou boqueirão do Rio Preto. A Cachoeira é formada entre grandes paredões rochosos, de aproximadamente 90 metros de altura, com uma queda principal com pequeno volume d'água que se divide e cai sobre rochas, provocando o efeito de Véu da Noiva. O poço da Cachoeira do Congonhas tem aproximadamente 86m² e sua profundidade é pequena (1,5m no máximo). Suas águas são frias e transparentes”....
       Uma caminhada de 4 km de ida e 4 km de volta, estávamos com “preguicinha”, eu e a Júlia e levamos um “pega” do Samuel: -“Mas que cazzo de caminhantes são essas???”, e depois de uma gostosa sessão alongamento oferecida gentilmente pela Regina, as dores na perna e na panturrilha melhoraram bastante e                   acompanhamos o grupo.            



  
            A caminhada foi tranquila, tirando o início do trecho, uma subida bem íngreme até o cemitério local.
            O Diego havia comentado e também preciso concordar, as outras cachoeiras são lindas, fantásticas, mas esta me surpreendeu. Ela se revela somente no final, uma surpresa, com aquele paredão característico da região, a água caindo daquela altura, o poço rasinho, dando pé até para mim, não precisei do colete aqui. Como disse o Samuel, a cachoeira é “para crianças”...sorrindo para mim...e outro fator que a torna tão especial, é a baixa visitação, somente nosso grupo desfrutou da cachoeira, parecia um paraíso perdido particular.

Cachoeira Zé Cornicha
foto de Thiago Benedicto

            Na volta, o pessoal se dividiu: uma parte foi com o Samuel para o mirante, e nós com o outro grupo para chegar mais rápido a Cachoeira do Zé Cornicha, desfrutar de um tempo maior de banho.
           Também ficamos sozinhos aqui, só o nosso grupo e nesta pequena e simples cachoeirinha, finalmente tivemos tempo para descansar e relaxar um pouquinho.
         Fizemos o mesmo caminho de volta para a Pousada, onde nos esperava um feijão tropeiro (duas vezes na mesma viagem, delícia!!!), e para finalizar, um doce de leite com chocolate desta vez.. ai que chato...
           Depois do almoço, começamos a jogar Imagem e Ação, e foram chegando o grupo da Pousada, que a esta altura, já formava uma grande família, pelo tempo e pelas vivências que tivemos nos passeios e no convívio que tivemos. Nos revezamos todos, jogando, arrumando as malas e tomando banho e  o dia terminou com uma festinha de confraternização meio improvisada, onde compartilhamos dois queijos locais deliciosos, algumas garrafas de cerveja, sucos e... o restinho dos lanches e petiscos que todos trouxeram para as trilhas. Cabe ressaltar aqui, a influência direta dos proprietários, Samuel e Sérgio, que deixaram todos a vontade e também ajudaram a promover o entrosamento entre todos os hóspedes da Pousada, durante todo o período.
            Descansamos, tomamos o café da manhã no dia seguinte e nos despedimos do Samuel e deste lugar lindo.


 Nossa impressões
Por mais clichê que possa parecer, (e vai parecer, mas é o que sentimos...), comentávamos um pouco antes desta viagem que as duas viagens internacionais anteriores foram maravilhosas, aprendemos, nos divertimos, vivenciamos coisas completamente diferentes, mas... faltava um quê.. e justamente isso que procurávamos e sentimos falta encontramos de volta na nossa amada Minas Gerais: comida farta e saborosa, aconchego, hospitalidade, paisagens verdejantes e principalmente o calor humano que só conseguimos encontrar aqui, no nosso país. Fica bem fácil entender porque é que muito estrangeiro se apaixona por este pedaço de mundo...
                       



domingo, 9 de outubro de 2011

Guararema

 
Rio Paraíba do Sul
Conhecemos Guararema neste final de semana movidos por dois impulsos: nossa amiga Tânia que comentou da cidade recentemente e nos perguntamos:” –quais serão os atrativos desta cidade..” e por um Guia novo, (sim, eu sou a mulher dos Guias, já sabem, não posso ver um novo!), o Guia Nascentes do Paraíba do Sul, da Numac Projetos, patrocinado pela Petrobrás, publicado este ano, e compramos em São José do Barreiro, quando fizemos a Trilha do Ouro, fomos lá descobrir os encantos desta cidade tão próxima de São Paulo, que passamos por perto diversas vezes, mas nunca conhecemos.


A cidade fica a 75 km de São Paulo, pela Carvalho Pinto, e em cerca de 1 hora, você já está na cidade. A cidade faz limite com Salesópolis, Biritiba Mirim, Santa Isabel, Jacareí, Santa Branca e Mogi das Cruzes.
Liguei para o CAT (Centro de Atendimento ao Turista), (11) 4693-1432, na verdade, liguei para a Secretaria de Turismo,onde o pessoal do CAT estava instalado temporariamente, devido a um incidente infeliz, na semana anterior, fui muito bem atendida pela Tatiana, que me orientou sobre os passeios locais, e suas localizações aproximadas, e saímos cedinho de São Paulo, para o passeio.

Passamos pelo CAT, mas ainda estava fechado, e antes de começar nossas andanças, tomamos café no Roça Chic, (11) 4693-1074, um lugar simples, mas bastante acolhedor,  que fica na rua Cel. Ramalho, 54. Fomos muito bem atendidos pela Ana e sua equipe. Não deixe de provar o pastel de farinha de milho amarela, iguaria tradicional da cidade, R$ 2,50 cada um. As iguarias na vitrine também nos tentaram, mas ainda precisávamos reservar espaço para o almoço...

Parque Ilha Grande
Prosseguindo nosso passeio, fomos para o parque da Ilha Grande, pois o Recanto do Américo, um cartão postal da cidade, local onde foram construídas pontes suspensas interligando as ilhas do Rio Paraíba do Sul, estava parcialmente interditado para obras pela Prefeitura.

O bem cuidado Parque
 
O descanso das capivaras
O parque da Ilha Grande tem seu acesso por uma ponte pênsil, onde os moradores locais levam pão amanhecido e jogam para os peixes, em grande quantidade e ficam observando a festa. O parque tem pista para caminhadas, num bem cuidado jardim, e tivemos ainda a oportunidade de vermos muitas capivaras descansando na beira da represa, sob as sombras das árvores, bem de pertinho, “bem à vontade”, como a Júlia disse.



Parque da Pedra Montada

 Depois, seguindo as indicações das placas, fomos para o Parque da Pedra Montada, um parque muito bem cuidado, pequeno, e você pode chegar até as pedras (medindo cerca de 9 metros de comprimento x 2,5 de altura, uma embaixo e outra se equilibrando em cima) por uma bela escadaria de madeira ou por outro caminho alternativo, ao lado da entrada principal.



A curiosa formação da "pedra montada"

Perguntamos a um funcionário do Parque, o que encontrar mais à frente, seguindo a estrada e este nos indicou a Pousada e Restaurante Arandela e o Alambique do Décio.


Chalés da Pousada Arandela
Pousada e Restaurante Arandela
Seguimos em frente, visitar a Pousada Arandela, continuando a estrada de asfalto do Parque da Pedra Montada, entrando a primeira à direita. A Pousada fica na Estrada Fazenda do Banco, 621 e existem indicações. Uma pousada bem agradável, localizada em uma área verde bem bonita. Tem 5 chalés, em estilo rústico, piscina, lago, pedalinho e uma trilha para hóspedes. A Lúcia, veio nos atender, deixando seus afazeres no restaurante, nos informou que a diária por casal era de R$ 230,00 com café da manhã e uma cama adicional, faria por R$ 50,00. Também existe a opção de day use, R$ 30,00 por pessoa, com direito a usar as instalações da Pousada, como a piscina, o pedalinho e fazer a trilha. Se houvesse um chalé vazio, ela disponibilizaria para usar o banheiro até a construção de um vestiário específico para estes fins.

Também comentou que às vezes a Pousada é alugada para eventos, como casamentos.

Vimos no Guia também, que seguindo esta estrada, no nº 1025, fica o Sitio Jandaia, que serve comida trivial com frango caipira, escondidinho e galinhada feita no fogão à lenha. Não visitamos o lugar, mas fica aqui a dica.


Alambique do Décio
 Voltamos para a estrada, e seguimos para a Estrada da Lagoa Nova, no km 12, conhecer o Alambique do Décio. O Guia diz que é tradicional da Família Cunha Pinto, desde 1905. Além das tradicionais cachaças, também fabrica licores.

Quem nos atendeu aqui foi o Gabriel, nos ofereceu para degustar as cachaças, mas resistimos a tentação. Também funciona no local um pequeno pesqueiro (mais para brincadeira da criançada) e também um restaurante, onde o Gabriel informou que o forte de lá eram os petiscos.

Neste percurso avistamos também a imensa instalação da Petrobrás. Mais para frente, no km 13, o guia cita o Pesqueiro da dona Cida (11) 4695-1642. Bom, não é nosso forte, também fica a dica quando você visitar a cidade.

CAT- Centro de Apoio ao Turista
 Fomos voltando em direção ao centro, e como estava muuuito quente, a Júlia estava seca por um sorvete, e fomos a sorveteria Kimoni, que o guia referenciava, com 36 sabores e fabricação própria, fica na Pça. 9 de julho, no centro, e depois vimos uma unidade maior, na avenida principal. Estamos infelizmente muito mal acostumados, com uma sorveteria caseira, bem pertinho de casa, na R. Aurélia, a Cristal (em frente ao Habib’s da Clélia x Aurélia) e acabamos comparando, não tem jeito. A Júlia pegou os sorvetes de pistache, limão, melão e alfajor e nós fomos de picolé de milho. Como ela sempre toma os sabores de limão (nunca provamos até hoje um sorvete de massa de limão como o da Cristal!) e o de pistache, a comparação foi inevitável... achamos todos os sabores muito doces, não deu para sentir o sabor, a essência da fruta, como sentimos na nossa sorveteria. Gente, é merchandising de graça, porque é bom mesmo! O lugar é hiper simples, mas depois do sorvete deles, acho difícil você não sentir o sabor de gordura hidrogenada e de puro açúcar em todos os sorvetes que você vier a provar depois...


Passamos pelo CAT, conhecemos a Tatiana pessoalmente, esta nos deu informações sobre a igreja, na Freguesia da Escada que não tínhamos visitado ainda, nesta região se concentram boa parte dos restaurantes mais famosos, algo como a “área gastronômica” da cidade, como o Restaurante  Quinta da Freguesia (bacalhau como destaque), o Rancho do Mineiro (11) 4693-3256 (a leitoa caipira assada inteira), o Maricota Gastronomia e Arte (11)4693-1986 (carnes especiais e galinha d’angola) e o Mirante do Paraíba (frutos do mar) e também da Orquidacea, onde existe exposição permanente, artigos para cultivo e onde também os produtores locais comercializam sua produção. Fica na Estrada Municipal de Itapema, 4415, funciona todos os dias, a entrada é franca.
Voltando, tínhamos que conhecer a igreja na Freguesia da Escada.



Igreja na Freguesia da Escada

“Momento história”: retirado do Guia...”a formação da Freguesia da Escada data de 1611, quando Gaspar Vaz fundou o primeiro aldeamento. Entregue aos jesuítas em 1652, surge a primeira capela. Em 1732, o prédio é demolido e sob o comando dos Franciscanos, que assumem a direção do Arraial da Escada, que depois ganhou o título de Freguesia, constroem a nova igreja e um convento ao lado, que permanecem até hoje, sendo uma das mais antigas do Estado, e foi tombada pelo patrimônio Histórico Nacional em 1941.”...
Nesta igreja também fica imagem de São Longuinho, que ganhou festa oficialmente, a partir de 2003, em 15 de março, aprovada pela Câmara Municipal da cidade. Dizem que quem faz promessa e consegue uma causa perdida, sempre marca presença, dando os tradicionais pulinhos.
A igreja é extremamente simples no seu interior, sem os adornos e a opulência que estamos acostumados com algumas.


O pintado na brasa

Depois da igreja, cerca de 14:30 hs, resolvemos almoçar no Pintado na Brasa, já estávamos pertinho, e comemos uma vez neste Hotel Fazenda, só eu e a Júlia, num evento de final de ano do meu trabalho, há 5~6 anos atrás e ficou na minha memória e dela, o espeto do pintado que víamos chegando nas outras mesas, comemos uma versão “espetinho”, na ocasião, servido aos integrantes do evento além de ser o único peixe que ela diz ter gostado até hoje, (com exceção de sashimi, sushi e peixinho frito da minha mãe...bobiiinha...) .É um lugar grande, com salão de jogos, campo de futebol, piscinas aquecida e fria, salão de convenções, pesca, pedalinho, charretes e estava até bem tranquilo, na parte do lago, porém na área das piscinas, ouvíamos o som bem alto de música que não faz o nosso gosto (funk e pagode) e gritaria.
Pedimos o carro chefe da casa: pintado na brasa, com arroz a grega, fritas e molho tártaro, por R$ 65,00, que serve duas pessoas, mas foi bastante suficiente para nós três. O espeto ainda acompanha cebola e tomate, igualmente grelhados, que compõe bem com o peixe.

Já perto das 16:00 hs, resolvemos então ir embora dali mesmo, pois a estrada estava bem pertinho. Quem sabe, numa próxima ocasião, ficar hospedado na cidade, ver se existem trilhas na região para percorrer, visitar a Orquidácea, que ficou faltando e experimentar outros restaurantes...


A festa dos peixes

Outras informações: retiradas do  Guia Nascentes
Onde ficar:
Cidade:

-Pousada Casa Branca: (11) 4693-2579, rua Narciso J.dos Santos, 214- Jd. Itapema;
-Grande Hotel Guararema: (11) 4693-4744, rua Marcondes Flores, 495;
-Sapucaia Pousada (dentro da Hípica): (11) 4693-3721, rua João Barbosa de Oliveira, 1279;
-Pousada Maria Florência: (11) 4693-4363 rua da Ajuda, 325
-Guararema Parque Hotel Resorts:(11) 4693-8800, rua d’Ajuda, 438
-Hotel Vale dos Sonhos;-(11) 4693-1894, av. João Barbosa de Oliveira, 1888
-Associação Desportiva da Polícia Militar: : (11) 4693-4646


Rural:
-Casarão San Domingo: (11) 4693-2684

Onde comer:
Cidade:

-Restaurante e Petiscaria da Lica-Av. da Ajuda, 390
-Forneria Toscana- R. João Barbosa Oliveira, 1468
-Grelhados Restaurante- Pça. Cel. Brasílio Fonseca, 87
-Espetinho Guararema- Pça. 9 de Julho, 125 C
-Sabor com Arte- R. Cel. Ramalho, 407

Rural:

-Fazenda da Estiva Restaurante: Rod. Dutra/Mogi, km 74
-Alambique Engenho do Salto: Rod. Dutra/Mogi, km 77 + 1,5 km
-Recanto da Traíra: Rod. Guararema/Santa Branca, km 3

Serviços

-Setor de Turismo: rua 19 de setembro, 127. Fone: (11) 4693-1432;
-CAT: no Portal da entrada da cidade. Fone: (11) 4693-4415;
-Setor de Cultura: R. Dr. Armindo, 34. Estação Ferroviária. Fone: (11) 4693-5307


   


















                      
 


terça-feira, 5 de julho de 2011

Senador Amaral


Estivemos em Senador Amaral, em companhia dos amigos Robson, Roseli e Giovanna, no último feriado de Corpus Christi. O município integra o  Circuito Serras Verdes do Sul de Minas, junto com aproximadamente 20 municípios. Distante 244 km de São Paulo, é a segunda cidade mais alta do Brasil, com 1553 metros de altitude, nos contrafortes da Serra da Mantiqueira. A temperatura varia de 4º C a 23º C.

Primeiro dia

Saímos cedinho de SP, para não pegar a Fernão Dias muito congestionada de manhã, no êxodo dos paulistanos a cada feriado. Logo na entrada para a Fernão Dias um infeliz inventa de cruzar a Dutra, às 3:30 hs da manhã, no meio das duas passarelas. Resultado, além de quase atropelarmos o infeliz, que lógico, nem se importou e deve ter continuado seu caminho irresponsável, o susto fez o João descontrolar o carro e até giramos na pista. Tivemos que ficar encostados um pouco para voltarmos nosso caminho, depois desse susto medonho!

Bangalôs da Pousada Ilhas do Sol
Mas, tudo seguiu tranqüilo na viagem e pelas indicações do Almeida, seguimos por dentro de Toledo e Munhoz e chegamos na  Pousada Ilha do Sol por volta das 06:30 hs, num friiiiiooo!!!!

Já havíamos combinado, então ele deixou o portão destrancado e a chave do nosso quarto na porta. Essa tranqüilidade seria impensável em outros lugares! Considerando o susto no início da viagem, ninguém conseguiu mais dormir, então decidimos explorar a pousada, antes disso, voltamos para o quarto para vestir mais roupas (tudo o que vcs puderem imaginar, mais calças, mais casacos, cachecol e até luva a Júlia colocou!) até a hora do café da manhã. Nosso frio era tão grande que nem conseguimos comer direito!

Cachoeira dos Luis
Sob o sol da manhã, que começava a esquentar, ficamos conversando um tempão com o Almeida que nos indicou algumas opções de passeio pelas cercanias e optamos por conhecer a  Cachoeira dos Luis (parece estranho, mas está assim no cartaz), e arredores. Saímos da Pousada quase 11:00 hs. Existem placas indicativas e é fácil chegar. Fica a cerca de 6 km da Pousada. A estrutura do local é bem organizada, com uma parte disponível para hospedagens (chalés) e restaurante. Pagamos R$ 3,00 por pessoa para a visita. O acesso à Cachoeira, muito bonita, por sinal, é feita por um caminho bem tranqüilo, possível a visitação tanto na parte de baixo da cachoeira e depois você volta pela trilha e visualiza pela parte alta. Não existem poços para banho, só mais para baixo, visualizamos um local que poderia servir como poço de banho, mas ninguém se aventurou. Chegamos até as torres de onde partem as tirolesas, mas o receptivo local ainda não havia chegado. Esperamos cerca de 40 minutos, assim como vimos alguns grupos chegarem, visitarem, esperarem, mas como o pessoal não chegava, desistimos e pegamos a trilha de volta até o restaurante. Perguntamos e o restaurante só serve refeições aos hóspedes. Na saída (por volta das 13:30 hs), encontramos a agência chegando com o equipamento, que nos ofereceram os folders e os passeios...

Cachoeira dos Luis
Por causa do horário combinado para almoço, não deu tempo para conhecer a Cachoeira do Avestruz, que é bem pertinho.

O combinado inicial na Pousada seria meia pensão, deixando o almoço para perto das localidades onde estivéssemos visitando, porém existe a necessidade de agendamento prévio com todos os locais que pudessem fornecer o almoço, então acabamos optando pela facilidade e proximidade, em almoçar na própria Pousada.

Chegamos, o Almeida preparou uma caipirinha de limão bravo (ou rosa, ou cravo), não sei direito o nome, e seguimos para o almoço, preparado com ingredientes da região: arroz, feijão, uma vaca atolada com mandioquinha, deliciosa,( e eu não sou lá muito fã de mandioquinha, mas esta estava diferente!), ervilha torta, um franguinho grelhado, salada e suco de morango purinho, da região.

Bom, não precisa dizer qual foi o nosso destino depois do estrago feito, e para desespero da Júlia (que odeia dormir à tarde!), nosso caminho foi para lençóis, como costuma dizer nossa querida e saudosa ogroturma! O começo do caminho é que foi engraçado... cada um foi se encostando onde podia, alguns escolheram as redes que “maldosamente” o Almeida e o Madeirinha, seu assistente foram espalhando pela varanda da Pousada, outros foram direto para a cama nos quartos, e o João escolheu um banco baixinho de madeira no meio do campo. A Júlia até foi levar um travesseirinho de trilha que nós compramos para testar e lá ficou, o corpo estendido sobre a tábua, debaixo do solzinho quente da tarde...

À tardezinha, caindo a noite, quando o frio começou a tomar conta, foi todo mundo, assim como o João (que se deu conta que lá estava largado) começar a se recolher para um banho delicioso, quentinho (meu medo era ter que tomar banho frio, ou morno debaixo daquele frio todo), e depois para o refeitório para uma sopa de mandioquinha, muito boa, antes incrementada com uma bacia de pinhão fresquinho, saído da panela de pressão, uma boa dose de prosa ao pé da lareira entre o grupo e cama!!!

Segundo dia

Acordamos por volta das 8:00 hs, desta vez não tão frio como o primeiro dia, ou porque o sol já começava a esquentar um pouquinho, ou porque começávamos a nos acostumar com o frio. Tomamos café e nos aprontamos para os passeios do dia:



Campos de aveia

Cachoeira do Julinho
   







      



Primeiro,visitamos a Cachoeira do Julinho, 4 km aproximadamente da Pousada. O Almeida nos acompanhou nestes passeios. Deixamos os carros na entrada da propriedade e uma trilha tranqüila, cerca de 1:30 h de caminhada depois, passando por um vasto campo de aveia, verdinho, verdinho, chegamos à Cachoeira. . No finalzinho da cachoeira, o Almeida indicou um lugar que dá para brincar de escorregar. Muito gostosa, o João tomou banho, logicamente, e escorregou também, mas só ele teve coragem. A Júlia ia tentar, mas o frio da água fez ela desisitr.

Fizemos o caminho de volta até os carros, por um caminho diferente e depois, na volta da Pousada, passamos em uma propriedade para a esperada colheita de morangos!

Digamos que nossa “produção” não foi muito boa porque a cada 2 que colhíamos um era “degustado”, mas nossos amigos conseguiram uma boa colheita. Morangos fresquinhos, macios e doces, bem diferentes do que compramos no mercado, além do preço que o proprietário nos ofertou. Cada caixinha com 4 (daqueles de mercado mesmo), ele cobrou R$ 6,00! Havia também plantação de tomates cerejas e cobraram o mesmo preço. Também foi combinado que seria cobrado o valor de R$2,00 por pessoa para a colheita. Como nós comentamos entre nós, pagaríamos com prazer se fosse R$ 10,00 a caixa, ao produtor, como nós costumamos pagar em São Paulo (quando encontramos aqueles caminhões, vendendo “Morangos de Atibaia”). Daí podemos ter uma leve idéia de como os atravessadores ganham em cima do produtor, que é quem tem o maior trabalho e quem é menos remunerado nesta cadeia toda...


Plantação de tomates

Morangos
Voltamos para a Pousada, almoçamos, e depois do almoço fizemos uma pequena caminhada na estrada.
Á noite, ele combinou de acender a fogueira e para combinar com o evento, nossos amigos foram para a cozinha e prepararam um quentão, bem fraquinho que até a Júlia, completamente avessa a álcool, achou muito bom!



Depois da sopa (dessa vez um caldo verde), fomos um pouco para a fogueira e só então nos demos conta que a Júlia nunca havia visto uma. Nesta era de videogames, Wii, Nintendo DS, msn e afins, onde as crianças não se impressionam com mais nada, foi interessante observar o encantamento que uma simples e prosaica fogueira ofereceu a uma criança urbana.

Nem pensar em coisas que fazíamos quando crianças, como pular fogueira (eu não, particularmente, nunca tive pernas o suficiente para isso), soltar fogos de artifício instruídas por nossos pais, comer pinhão e batata doce assada na fogueira e a oportunidade de ficar até altas horas, sem se preocupar como hoje, com a “friagem”, o “choque térmico”, o “sereno” na cabeça, que pode “fazer mal” para a rinite e a alergia...Será possível que somente em viagens tenhamos a oportunidade de experimentar ou de reviver sabores, prazeres e delícias antes esquecidas? Ou justamente, são momentos como esses que nos fazem nos “desprender” das amarras a que nós mesmos nos forçamos? Credo, momento filosófico, mas foi isso o que nos passou pela cabeça, também, por causa de uma simples e prosaica fogueira.

Terceiro dia
Com a Pousada com mais hóspedes, desta vez tivemos mais acompanhantes para os nossos passeios do dia.

Pedra da Onça
Primeiro, visitamos a Pedra da Onça, como dito no site da Pousada, um dos lugares mais bonitos do sul de Minas, com uma vista espetacular, muito utilizado para saltos de asa delta. Deixamos os carros no pé da pedra, fomos recepcionados por uma siriema e subimos a trilha, tranqüila, uns 400 metros. Havia uma casinha de um senhor que morou lá durante algum tempo, do jeito que foi encontrado, com os restos de sua cama, o fogão, e os restos de uma colméia enorme!!!! De lá, foi possível avistar até a cidade de Cambuí. Uma vista realmente belíssima, mas o melhor estava por vir!

Avistamos subindo pela estradinha que dava acesso à pedra, um tratorzinho vermelho. Quando estávamos já descendo, o trator parou e corremos na frente, junto com o Almeida, porque achamos que os carros estavam bloqueando a passagem do trator para a propriedade. Nada disso, o senhor era proprietário das terras e só tinha feito uma paradinha para prosear. Ele perguntou ao Almeida se ele sabia que havia uma trilha que dava acesso á parte debaixo da pedra. O Almeida se surpreendeu e perguntou se topávamos ir ver a trilha . –Claaaro!!! – foi nossa resposta e seguimos avidamente o senhor pela trilha que realmente, não dava para saber do caminho, quando passamos pela beira da estrada, fazendo todos os outros dar meia volta e avisar da recém “descoberta” trilha. Estava um pouco fechada, mas havia sinais de passagens de outras pessoas, infelizmente com um pouco de lixo, aqui e ali. A pedra, por cima, forma uma espécie de abrigo, e ali, o proprietário disse que era onde o senhor (aquele da casinha com a colméia) se abrigava antes e havia também sinais de fogueira. Nos remeteu, na hora, de uma pedra muito semelhante, que conhecemos em  Piraí do Sul do nosso amigo Emerson, e começamos a procurar, eu e a Júlia, sinais de habitações anteriores.


A parte debaixo da Pedra da Onça
Não somos arqueólogas, claro, mas achamos sinais, que lembram pinturas rupestres, como as vistas em Piraí, onde um destes desenhos demonstra o que parece a figura de um peixe. Ainda muito excitadas com a descoberta, resolvemos ver se contornássemos um pouquinho o caminho, onde iríamos chegar e fomos tocando em frente, com o Almeida logo atrás. Ele ficou receoso, dizendo que seria melhor voltarmos, mas a Júlia identificou uma trilha, mal feita, mas com marcas de passagem. Insistimos que se seguíssemos, conseguiríamos contornar o caminho e sair do outro lado da pedra. Ele foi para a frente, pediu que seguíssemos bem tranqüilamente, sem pressa e disse que voltaria com uma corda para auxiliar na subida.


Neste intervalo, achamos que estávamos só nós três, mas o grupo todo já estava atrás de nós, subindo com dificuldade o finalzinho, bem íngreme, sem uma trilha certinha, e acabamos saindo bem do lado da casinha com a colméia que relatamos no começo e o Almeida, no final do grupo, carregando a corda nos ombros e com meu boné que deixei pendurado numa árvore, que seria nosso caminho de volta. Nem sei se alguém acabou usando a corda no final das contas.

Só por esta trilha, bem aventura, como disse a Júlia, nossa vinda a Senador Amaral já estava paga!!!


"peixe?"

Mais pinturas??

    









Túneis egípicios

Um dos atrativos comentados no jornal que recebemos sobre o Circuito Serras Verdes (motivo da nossa viagem, aliás), em uma das feiras de turismo, nem me lembro mais qual, fazia menção a estes túneis, que comentei com o Almeida, e ele sabia da existência, mas não havia tido a oportunidade de visitar antes. Com a nossa curiosidade (principalmente da Júlia, sim sua porção nerd, em todos os assuntos de mitologia grega e egípicia), ele arrumou um motivo a mais para visitar o local e fomos lá, passando de volta pelo centro de Senador.


Entrada dos Túneis

Fomos recepcionados pelo Sr. Campos e sua família, assim mesmo, sem agendamento prévio. A propriedade estava desativada, mas este disse que em breve pretende ativa-la como Pousada, em aproximadamente um ou dois meses e também, a visitação aos túneis.

A propriedade tem um potencial muito grande, toda a estrutura é muito bem feita, bem acabada, com 6 quartos na parte superior, em madeira e vidro, onde os quartos dão visão para uma floresta de pinhos, ou para os campos. Existe uma estrutura para o restaurante muito bem feita também, e alguns quartos na parte inferior ainda. Com algumas melhorias, como as piscinas e o lago na entrada da propriedade e algumas implementações nos túneis, seria perfeito para receber grupos dos mais variados tipos, desde aqueles que procuram um local calmo para um retiro, até para algum evento com adolescentes.


Dentro dos túneis...
Uma das "saídas secretas"
   












Os túneis: o Sr.Campos conta que o projeto surgiu a partir de uma visita feita ao Egito e a construção levou cerca de 10 anos para ser concluída. Existe uma infinidade de túneis, não foi possível sua exploração total, até porque estávamos sem lanterna para todos, então, literalmente, não foi possível ver muita coisa...rsrsrs. Fomos tateando, por aquelas paredes, agarrando quem a gente mal conhecia, pelo pavor do escuro, de cair e de se perder..hehehe...O “clima” ainda era maior por causa acho que neta, do Sr. Campos e mais duas amiguinhas, que brincavam dentro dos túneis, e gritavam a toda hora, entrecortando os gritos por gargalhadas... conforme ele ia andando, ia explicando, aqui, tem uma saída para tal lugar, ali, nós vamos sair em lugar tal, e isso nos aguçou a curiosidade para vermos os túneis em funcionamento total, com todas as saídas.


Sala do Silêncio

Após a saída principal, que dá acesso à chamada Sala do Silêncio, fomos “presenteados” até com uma revoada de morcegos, em cima de uma das corajosas integrantes do grupo, a Bia, que cismou de “ir ver o que tem naquela passagem”. Foi uma gritaria geral, daqueles que já estavam na Sala do Silêncio, sob os olhares daqueles que saíam assustados das escadarias escuras dos túneis, por causa dos nossos gritos, coisa de filme! Fala, Sr. Campos, tudo foi combinado e os morcegos o senhor contratou, né não?


Torre


Saímos por uma das “passagens secretas”, do outro lado por onde entramos. Ainda visitamos a Torre, que têm 3 quartos, muito diferentes e com um “quê’ de clima Harry Potter. Só faltou a coruja, mas na falta da Edwiges, a Bia e a Júia encontraram no alto da Torre, filhotes de (eu acho, o Sr. Campos falou, eu esqueci que bicho era) gavião, com dois ratinhos mortos, para completar o clima do passeio!



Nossa despedida foi feita com o tradicional suco de morango da região, gentilmente oferecida pelo César, filho do Sr. Campos.

Voltamos extasiados com os passeios do dia para um almoço tardio na Pousada e até dispensamos o jantar, por conta do horário, combinando um lanchinho só.



Último dia

Acordamos, e para não pegar o trânsito de volta, já armamos o carro e pegamos a estrada logo após o café da manhã e com pesar no coração. Lógico que acabamos pegando trânsito na volta, já em Atibaia, e o compromisso que eu tinha para a tarde não pude comparecer.

Nossas impressões finais
Um lugar bastante aprazível, com inúmeras possibilidades de visitação e de passeios, muito perto de São Paulo e com um potencial turístico riquíssimo, como consta do guia da Serras Verdes, romance, compras, ecoturismo, aventura, cultural, contemplação, rural e religioso, entre tantas outras oportunidades. Não sei nem porque não despontou antes.

A idéia das parcerias locais, investindo não somente na sua propriedade, única e exclusivamente, mas gerando oportunidades a todos envolvidos, desde o produtor, com a valorização da produção local, como o caso do cardápio envolvendo a cultura da mandioquinha e do morango, até a visita e indicação de passeios e pousadas vizinhas, do proprietário da Pousada Ilhas do Sol, Almeida, alavancando o turismo como um dos, se não, o principal atrativo turístico da região nos cativou e nos fez optar por semos acolhidos em seu refúgio.

Cabe dizer ainda, que aliado a sua visão, a calorosa receptividade, seu desprendimento, seu desejo em nos deixar a vontade, não somente a nosso grupo, mas a todos os outros hóspedes e promover a interação entre o grupo presente (o que acabou acontecendo de maneira bastante tranqüila e naturalmente),destaque aqui para o casal Bia e Guilherme, que tornaram nossa estadia ainda mais agradável, reforça a nossa inerente natureza de “trilheiros”. O prazer que nos foi proporcionado, de “descobrirmos” uma trilha, de conhecer lugares ainda quase intocados, de ter contato, de sentar e ouvir um “causo” com gente da própria terra, de conhecer lugares onde ainda imperam a simplicidade, a prosa no fogão a lenha, valem para nós muuuuito mais que locais graduados com inúmeras estrelas, onde você conversa (conversa não, solicita o serviço) com o “concierge” ou o gerente, nas águas mornas das piscinas e da alta gastronomia mundial. Deve ser um prato cheio para quem gosta,afinal, futebol, religião e gosto por viagem não se discute, mas pelas experiências que vivenciamos, não é nossa praia.