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domingo, 10 de março de 2013

Serra do Cipó



 Serra do Cipó


            A Serra do Cipó se localiza 90 quilômetros a nordeste de Belo Horizonte, logo depois da cidade de Lagoa Santa, na região sul da Cordilheira do Espinhaço.
            O acesso de automóvel é feito através da rodovia MG-10 em pouco mais de uma hora.

            Estivemos duas vezes, a primeira com a  Freeway, nos idos de 1994 e depois por conta, em 1997.
            Agora, optamos como alternativa, depois das ajudas do José Henrique Amormino Fonseca, do blog Aventuras e Expedições, mineiro, aventureiro e montanhista e mais um amigo do Thiago Benedicto, Red Genaro, que é guia na região, ficar em Conceição do Mato Dentro, que não conhecíamos ainda. Como eles disseram, a Serra fica bem movimentada no Carnaval, justamente por ser bem perto de Belo Horizonte, de fácil acesso, e não nos apetecia enfrentar a bagunça... além do fato que provavelmente as hospedagens deveriam estar mais inflacionadas neste período...

            Vou dividir a postagem em duas partes, para se tornar mais “didático” e separar a parte de Cipó de Conceição.


Nosso roteiro dia a dia
Chegando em Minas- Aeroporto de Campinas e Confins

        Nossa viagem começou na sexta-feira mesmo, com os paulistanos enlouquecidos saindo para mais um Carnaval, saímos de Guarulhos, depois do trabalho e escola, pegando o restante do pessoal em Alphaville às 16:00 hs e desviando do congestionamento na Castelo Branco por um atalho conhecido pela Lizanda e o Thiago por Santana de Parnaíba em direção desta vez à Campinas, no Aeroporto de Viracopos.
            O aeroporto é pequeno, mas bem organizado e gostamos desta nossa primeira experiência, pois não tem aquela agitação de Guarulhos e aquele aperto de Congonhas, e principalmente, você não pega o congestionamento usual que acontece toda véspera de feriado. Tudo bem, aconteceu um acidente na Rodovia Bandeirantes, e o trajeto que faríamos normalmente em 1 h levou 2 horas, chegando por volta das 18:00 hs.
            Estacionamos no  Virapark, ... copiando do site:
  “Um novo conceito chega à Campinas !
Um empreendimento de 70.000 m² voltado aos serviços de estacionamento de veículos e distante apenas 4 minutos do Aeroporto Internacional de Viracopos. Com ótima localização, encontrarão mais de 2.600 vagas, com segurança e traslado gratuito em ônibus exclusivo (leva e trás) até o terminal de passageiros 24 horas por dia. Deixe seu carro no Virapark e viaje tranqüilo usufruindo de um novo conceito de serviço e apoio ao passageiro de Viracopos!”...
            O translado realmente é rápido, de 10 em 10 minutos, chegam micro-ônibus, que te levam ao Aeroporto. Usamos o sistema do “SEM PARAR”, a fatura acabou de chegar: por 5 dias, 1h e 48 min, pagamos R$ 114,00, muito mais barato que uma corrida de táxi até Guarulhos (ou Congonhas) e muito mais cômodo, pois em cerca de 1h30 estamos em casa.
            Jantamos na Macarronada Italiana, comemos Beirute de frango e filé mignon e caesar salad, cerca de R$ 20,00 cada prato, bem servidos e bem gostosos.

Momento fofura...

            De sobremesa, o mini bolo, super fofo, personalizado, encomendado para o Ogro, pelo Thiago e Lizanda, que fazia aniversário, com direito a momento mico no aeroporto, mas até os Ogros se emocionam e sentimos que ele ficou feliz de verdade!!
            Embarcamos às 21:00 hs e 1h30 depois desembarcávamos em Confins, nem deu tempo de esquentar o assento do avião.
            O episódio de retirada do carro alugado foi uma novela! O sistema estava muito  lento, e demoramos mais tempo na fila da Unidas do que no próprio vôo... mas ainda assim, saímos de lá com o carro. Ficamos com dó e ao mesmo tempo com muita bronca da locadora do lado do nosso balcão de atendimento, a Movida. Vários passageiros chegando, falando que já tinham reservado, confirmado, mas não haviam mais funcionários atendendo. Prestem atenção nestes detalhes para a retirada de veículos em Confins! A funcionária que estava nos atendendo, contou que a Unidas paga táxi para levar os funcionários que ficam além do horário para casa, mas as outras locadoras, dificilmente fazem isso... #FAIL....perda para a empresa, perda dos funcionários e dos clientes, nem se fala.. perde todo mundo.

            Pegamos nossos carros, nós um Uno Novo, amarelo neon (que os funcionários chamavam de “marca texto”) e a Liz, Thiago e Hebert um Gol preto.
            Tocamos para Pedro Leopoldo, no Hotel Castilho, que encontramos depois de muita busca. Mais um adendo chato de logística, mas porque escolhemos esse Hotel: Confins fica distante de BH cerca de 40 km, e no dia seguinte, iríamos para a Serra do Cipó, em direção à Lagoa Santa, no sentido inverso. Se nos hospedássemos em BH, seriam 80 km a mais de viagem desnecessária...além dos preços das hospedagens, a maioria estava com o pacote total do Carnaval e seria só uma descansada para continuarmos até nosso destino final, Conceição do Mato Dentro.
            Chegamos no Hotel quase 1h da manhã, o pequeno centro da cidade fechado para o “desfile de Carnaval”, uma brincadeira que deve ser característica da cidade, não sei, com os moços vestidos todos de moças. Não conseguíamos chegar até o Hotel pelo bloqueio de trânsito, o que nos atrasou ainda mais a chegada.
            O cansaço todo, o cheiro de bebida, impregnado nas ruas, aquela farra da moçada, um tantinho “altos”, a entrada em reforma do Hotel, nos deu uma má impressão, mas seria por uma noite apenas... pagamos R$ 139,00 o quarto para três pessoas, a diária com café da manhã.
            Até descarregar, arrumar as mochilas para saírmos de manhã para encarar a estrada e uma trilha na Serra do Cipó, fomos dormir quase às 2:00 h da manhã.


Segundo dia- Serra do Cipó
Cachoeira da Farofa

            Dia seguinte, com as ruas já lavadas, mais descansados e com o café da manhã surpreendentemente farto, ficamos com outra impressão.

O café da manhã do Hotel Castilho

            Saímos por volta das 9:00 hs, para variar nos perdemos, fomos seguindo as instruções do nosso GPS (que falta regulagem, eu não entendo...) e do Thiago para... Jaboticatubas, pois não fizemos a lição de casa básica, procurar no mapa antes...
Depois, conversando lá em Conceição e vendo o mapa, e pelo caminho que fizemos na volta, era bem mais fácil do caminho que nos enfiamos...só sei que fomos parar num estradão de terra, andamos por lá por uns 20~25 km, saímos sabe-se lá onde, até achar o vilarejo da Serra do Cipó.
            Lembrávamos que existia o vilarejo, mas 15 anos depois, tudo estava beeem diferente do que lembrávamos.  A vila é muito bem estruturada, inúmeras placas de pousadas, restaurantes, lanchonetes, mas como estávamos atrasados, só “passamos”.
            Logo achamos indicações para o Parque, perguntamos também para alguns policiais florestais na entradinha do vilarejo, que confirmaram e seguimos numa estrada bem ruim, para a entrada. A Sede é bem demarcada, estruturada, existem sanitários e outras construções, que devem servir como alojamento e outras finalidades.

A portaria do Parque

            Começamos a trilha somente ao meio dia, e pelo horário, decidimos ir somente até a Cachoeira da Farofa, 16 km de caminhada, 8 km de ida e volta.
            Copio aqui, do Clube dos Aventureiros, a descrição da trilha: ...” A Cachoeira possui uma queda d'água com cerca de 80 metros de altura, em meio a um paredão de rocha quartzítica cercado de gramíneas e orquídeas que decoram bastante a paisagem local. Suas águas frias variam em quantidade conforme determinadas épocas do ano. Os meses de maior volume se situam de dezembro a abril e seu nome é devido à água que se esfarela pelas pedras formando uma profunda piscina natural.”...



            Podem ser alugados cavalos ou bicicletas na Sede, para fazer essa trilha.
            A trilha é bem tranquila, toda plana, só no finalzinho, cruzamos alguns charcos, e em algumas partes, cruzamos riachos. É autoguiada, não precisa reservar guia nem agendar anteriormente.

Os charcos no caminho...

            A previsão de caminhada é em torno de 2 horas, e até a metade, realmente fizemos em 1 hora, mas então o calor do meio dia, a paisagem linda, que nos fazia parar a cada 10 passos para mais um clique, e a travessia dos charcos foram nos atrasando...

Cachoeira da Farofa

            Saímos da Sede do Parque às 18:00 hs, paramos para comer no vilarejo mesmo, porque não tínhamos idéia do horário que chegaríamos em Conceição do Mato Dentro e também sabíamos que não encontraríamos mais restaurantes dali para frente.

            Outros links úteis para montar o seu roteiro:



      Onde resumimos abaixo as principais atrações. Acesse o site para o roteiro completo, inclusive com Travessias:

-O Cânion Bandeirinhas: segue-se a mesma trilha da Cachoeira da Farofa, mais 4 km para frente, se tiver tempo disponível, vale muito a pena. Fizemos esta trilha nas outras duas visitas anteriores.
-Estátua do Juquinha:  Construída num local privilegiado, de onde se tem uma interessante visão das montanhas da região. Com três metros de altura, a estátua foi construída em homenagem ao lendário Juquinha, andarilho que percorria a região da Serra do Cipó vendendo flores para os visitantes que freqüentavam a serra.

-Cachoeira das Andorinhas e do Gavião: Duas belíssimas cachoeiras. A Cachoeira do Gavião, que recebe este nome pelo desenho da serra que lembra a envergadura de um gavião. A cachoeira da Andorinha é abrigo de andorinhões. 

-Trilhas dos Escravos: Localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira, a Trilha dos Escravos é um atrativo que leva ao topo da Cachoeira Véu da Noiva e sua respectiva nascente, denominada de Mãe D'água. Sua construção, como o próprio nome diz, foi feita pelos escravos para auxiliar o transporte das riquezas minerais adquiridas na Serra do Espinhaço durante o ciclo do ouro e diamante do século XVIII.

-Cachoeira Grande: A Cachoeira tem uma queda de 10 metros de altura.
É cobrada uma taxa de visitação. Lá é possível realizar passeios de barcos, caiaques, locação de cavalos, rapel, tiroleza e bicicletas. Existe um restaurante com comida feita no fogão à lenha.
Quando passamos por lá, estava fechada para manutenção e obras.

-Cachoeira Véu da Noiva: Localizada fora dos limites do Parque Nacional da Serra do Cipó, é um dos atrativos mais conhecidos da região e se encontra dentro da propriedade da ACM. Lembro que na nossa última visita, passamos por lá (não visitamos, só passamos) e o som alto e a bagunça que vinha do lugar nos desencorajou a visita...

Outras cachoeiras - Cachoeira do Tomé, Cachoeira da Braúna, Cachoeira do Riachinho, Cachoeira João Fernandes, Cachoeira do Tombador, Cachoeira do Caramba, Cachoeira da Farofa de Cima.

Momento gula total










Comemos muito bem e fartamente, no Restaurante Fogão de Lenha, que fica na R. Castanheira, 50. Pedimos três pratos duplos com frango, alcatra e costelinha de porco e todos acompanhavam salada, arroz, feijão tropeiro e fritas, por cerca de R$ 40,00. Não sabemos se foi a fome, o cansaço ou se estava bom mesmo, mas o estrago causado foi grande. E finalmente matamos a vontade de comer feijão tropeiro que nos assombrava desde nossa última viagem juntos, em Apiaí, que a Lizanda quis comer a iguaria e não encontramos lá....

            Duro foi terminar às 20:30 e seguir rumo à Conceição. Nossa vontade era puxar uma rede e ficar por lá mesmo... Nos perdemos muuuuito, mesmo com as indicações do Samuel da Pousada da Gameleira, à noite, cansadas (nós mulheres estávamos dirigindo desta vez), depois de uma noite mal dormida e caminhando o dia inteiro, foi difícil e acabamos conseguindo chegar por volta das 23:30 hs, só deu para tomar um banho e desmontar.
            No meio da noite ainda aconteceu um episódio inusitado, a Júlia acordou com um ... gatinho observando-a na cama, e vamos nós dar um jeito de colocar o gato para fora, e não é que ele voltou à noite, de novo, só que desta vez ficou debaixo da cama da Lizanda. Pela manhã e durante o resto da estadia, nem sinal do gatinho... Achamos que foi um sinal de boas vindas pelo que ainda iríamos passar...



Para mais informações sobre a Serra do Cipó:

Mapas:




Sites de busca: Referências:











domingo, 13 de janeiro de 2013

Por que os Ogros iriam para a Terra do Rato???

Epcot Center

O início, a idéia e a motivação


Muito bem, a pergunta é: o que os Ogros vão fazer na Disney??? Longe de ser nosso habitat natural, é super clichê, lugar comum quando se fala em férias para crianças, destino top eleito para sonho de consumo de criança e adolescentes, enfim, tudo isso passa na cabeça de todo mundo quando se fala em conhecer a terra do Mickey.

Mas Ogros de vez em quando precisam de um pouco de civilização, além de ser o sonho de consumo (ah! Não diga!) da Júlia e da Dani (minha sobrinha), foi a viagem dos sonhos que o Ogro bancou sozinho, mesmo depois de ter “passado da idade”, assim que começou a trabalhar, e queria vivenciar isso com as crianças.

O destino estava nas nossas cabeças há muito tempo, mas sempre adiamos para...quando a Júlia e a Dani  tivessem...8 anos, não, depois 12.... até que depois da nossa visita ao Beto Carrero em julho do ano passado, onde eu e o João voltávamos exaustos do Parque e elas exultantes, decidimos que não podíamos esperar muito tempo para conseguirmos acompanhá-las no ritmo certo (ou seja, correndo de um brinquedo para outro). Doideira!!

Além do fator idade x vigor físico x resistência, outro item imprescindível também na decisão, foi o fator altura das crianças, para que pudéssemos entrar em todos os brinquedos sem restrição.

Lógico que é um destino que agrada a todas as idades, com atrações específicas para cada faixa etária, mas considerando que não é um destino assim tãaao acessível, em termos de custo, distância e logística foi a melhor época para as nossas condições.

Não somos (e nem seremos), dada as nossas características de trilheiros, referência para a Disney, bem longe disto, portanto, seguem alguns links super importantes e que podem te ajudar muito no planejamento da sua viagem:

-Top da Lista: Andreza Dica e Indica Disney.Nossa viagem foi praticamente um copia/cola dos roteiros dela. Imprimi as páginas de cada explicação dos parques e levava dia a dia comigo. Ela é especialista na Disney, já esteve lá 7 vezes, e conta tudo nos mínimos detalhes.
-Ellerim na Disney, da Karen, outra especialista na Disney.
-O Alessandro Ayres, com oWazari Também tem dicas bem detalhadas e preciosas.
-O Site oficial. Tem que dar uma olhada.
-Viajando para Orlando . Um guia especializado em Orlando. Achei muita coisa aqui também.
-Mouse Savers: o maior site de descontos da Disney
-Viaje na Viagem: lógico, tem que ver o que o Comandante recomenda.
-Viajando com pimpolhos: A Sut-Mie, especialista em viagens com crianças, sempre atualizando as dicas sobre Orlando.


Outros links mais específicos vou colocando ao longo das postagens,  nos seus respectivos assuntos.

domingo, 12 de agosto de 2012

Machu Picchu e Huayna Picchu


Machu Picchu

Deixamos a cargueira no Hostel e levamos só uma mochilinha de ataque para Machu Picchu. Saímos 5:30 hs para o ponto do bus que nos levaria pela estradinha.
Sai um ônibus atrás do outro, é só esperar na fila. Tem muita gente indo a pé, mas de novo, não nos arrependemos de ter pego o bus. Não tem cenário, são 2.400 m, mais o pedaço do Pueblo de Aguas Calientes até a entrada principal.

A entrada- foto da Mafer producciones
Explicações com o Osgel













Chegamos por volta das 7:00 hs, com uma horda na fila de entrada.
O Osgel nos levou bem para cima, perto da Casa da Guarda, depois da paradinha básica para a foto clássica, e começou sua explicação (e que aula!) sobre Machu Picchu. A primeira coisa que ele disse foi: “Bienvenidos a Machu Picchu”, dizendo que muitos guias não começam com essa frase, e para muita gente, como no meu caso, é a realização de um sonho de vida, o que já encheu meus olhos d’água, por mais besta que isso possa parecer.



No meio da explicação, paramos todos para admirar o nascer do sol, olha o clichê, mas não tem como descrever este momento, com toda aquela atmosfera local, o pessoal da trilha inca chegando ao amanhecer passando pela Ponte Inca e vibrando, mais chororô...
O Osgel circulou com a gente pelos pontos principais, explicando tecnicamente tudo, por volta das 9:30 hs, nos despedimos já com saudades, pois o que vivenciamos em pouco tempo, mesmo sendo um cliente ou um turista a mais para os guias, nos marcou bastante, pela intensidade. 

Recinto del Guardián
Vimos e recebemos a explicação do Recinto del Guardián e os chaskis,  o setor agrícola, o Templo de las Tres Ventanas, a Plaza principal, as Fuentes, o Templo del Cóndor, o Templo del Sol, com sua torre arredondada e pontiaguda e que no seu interior há um altar esculpido e uma série de nichos, a Rocha Sagrada, onde se acreditam que transmite uma força energética quase palpável, e hoje está cercada por cordas e não é permitido tocar nela.

Templo del Sol
Algumas pequenas dicas: se quiser usar os toaletes, use antes, pois lá dentro, não existem. Não é permitido mochila maior que 20 litros (os trilheiros precisam descer até a portaria e deixar a cargueira, para subir de volta), não é permitido bastões de caminhada e não é permitido fumar. Outra coisa que não parece importante, mesmo lendo bastante antes, é muito diferente receber a explicação ao vivo e à cores de algum guia ao seu lado, mostrando detalhes, na frente de cada monumento.

Rocha Sagrada



Esperamos a entrada às 10:00 hs da bilheteria para a subida do Huayna (ou Wayna) Picchu, até agora não descobri qual é o certo.

Subir, subir
 A subida é prevista para 1:00 h, e terminei em 2:00 hs, os dois subiram mais rápido e me esperaram lá em cima. A descida é bem mais rápida, em torno de 45 minutos.  É mais rápida, mas dá medo, porque as escadinhas são estreitas, qualquer vacilo naquelas pedras escorregadias, não tem corrimão, lógico, causam um acidente sério.

Guilherme, Rodrigo e Felipe e Machu Picchu no fundo

A subida foi bem penosa, dá vontade de desistir (vi algumas pessoas desistindo), além das pessoas do turismão padrão, gente com bota de couro de cano alto, por exemplo, mas o visual lá de cima compensa. Encontramos os meninos de Porto Alegre, Guilherme, Rodrigo e Felipe que nos emprestou a bandeira no topo em Salkantay.
a vista de Machu Picchu de Huayna Picchu
Neste ponto, uma grande parte fica por aqui, um tipo de plataforma e onde se tem uma vista linda de Machu Picchu bem pequenininha lá embaixo. Continuando a subida mais um pouco, passamos por um estreito túnel escavado na pedra até uma rocha no alto, onde se têm uma vista de 360º. 

o túnel dentro da pedra




O espaço é pequeno, o Osgel já havia nos alertado, mas como não tinha muita gente, pudemos ficar na rocha um bom tempo apreciando a paisagem.






Não sei o que é pior, a subida ou a descida...
A volta para Machu Picchu depois é feita por uma trilha mais tranquila, e para descer, tudo mais fácil. Passamos de novo por dentro da cidadela, cheeeeia, e mais uma nota mental aqui: mesmo com a emoção, o chororô e tudo o mais, tudo o que eu pensei em relação a parte espiritual e energética de Machu Picchu foi meio decepcionante. O visual é lindo, a história maravilhosa, o exemplo de cultura e espiritualidade impressionante, mas aquele monte de gente,me incomodou. Dá para sentir mais a atmosfera lá em cima de Huayna Picchu mesmo. (ou será a falta de ar e o cansaço que tornam a experiência mais penosa,e por isso mais significante???) 

O VistaDome
Na volta, mais umas fotinhas, pegamos o bus de volta para o Pueblo, comemos um sanduíche tenebroso perto do Hostel, seco, duro e que só desceu a base de muitos goles de chicha morada, pegamos nossas coisas no Hostel e fomos para a estação de trem, pegar o VistaDome das 15:20 hs.

A vista do trem
O trem vai margeando o rio Urubamba, a paisagem é bem bonita.
Não sabíamos que havia serviço de bordo e inocentemente pegamos uma água mineral, pela módica quantida de US$ 5,00. O pior que com o carrinho no meio, entre as fileiras de bancos, eu estava sozinha de um lado e os dois do outro lado, não vimos o que cada um estava pegando, então o João e a Júlia também pegaram outra garrafinha do outro lado, e pagamos portanto US$ 10,00 por 1 litro de água mineral...

Menu amostra grátis

Quando veio o segundo serviço, com um pratinho bonitinho, decorado com florzinha e tudo o mais, ficamos nos entreolhando, como: “quanto será esta coisa”, mas desta vez fazia parte do serviço. Chamei de amostra-grátis de comidinhas...bonitinho, mas...





Apresentação no trem

Depois teve uma “apresentação”, de parte de uma festividade local, que particularmente achamos que demorou um pouquinho demais, e depois um desfile de moda de blusas de lã de alpaca, lógico que com a devida maquininha da tarjeta de crédito no final do desfile.
Legal, bacana, mas também achamos meio longo demais e dispensável até. Nestes dois momentos, algumas turistas (alemãs pelo jeito), se entusiasmaram, dançaram junto, pularam, desfilaram alguns modelos e compraram bastante também, e a parte divertida e o resumo da ópera foi o comentário aborrecente e à moda Facebook da Júlia: “As gringa pira”...


Rio Urubamaba
Salvou a viagem, mil vezes, além do visual claro, minha conversa com uma senhora simpática que estava do meu lado, chilena, paisagista, que estava de férias com os  4 filhos e ouvir duas americanas no banco da frente, conversando e rindo o tempo todo.
A viagem que deveria demorar cerca de 4 horas teve problemas com a troca de locomotiva (daí o prolongamento da dança e do desfile) e atrasamos 1 hora do horário previsto, chegamos às 20:00 hs, com a Magaly e o Gualter nos esperando na estação de Poroy.
Mais meia hora de estrada, estávamos em Cusco e de volta ao Dom Bosco.
Como não havíamos comido nada, descemos de novo até a Plaza das Armas e fomos de... MacDonald’s. Ai se arrependimento matasse...





segunda-feira, 23 de julho de 2012

Segundo dia- Conhecendo Cusco


A Plaza de Armas em dia de festa

Teríamos o dia livre, pois o briefing marcado para este dia já tinha acontecido no dia anterior, e descansados da noite não dormida anterior, e o breve vislumbre do que havíamos visto, depois do desayuno fomos correndo bater perna.
Era domingo, a Plaza estava repleta, e para a alegria do Ogro, que adora tudo o que se refere a Forças Armadas, estava acontecendo uma Parada Militar, cheeeio de gente.
Lógico que tivemos que parar para assistir um pedaço, e depois percebemos que não era só de militares, mas também haviam várias escolas participando do desfile.
Guardadas as proporções, lembrava bem os desfiles de 7 de setembro a que estávamos acostumados quando éramos criança, e na verdade (pura ignorância), nem sei se isso acontece hoje em dia. Se acontece, não é mais tão celebrado como eu me recordo, pelo menos...começamos aqui a ver como o povo peruano é patriótico, e tem orgulho destas comemorações. Saudades do tempo em que vivíamos isso aqui no Brasil... melhor nem comentar ...



Enquanto o Ogro se deliciava com o desfile militar, entramos na Catedral onde ocorria uma missa. Também percebemos uma coisa que percebemos ser constante durante nossa visita: durante o culto, sempre fica alguém na porta da entrada e proíbe os turistas de entrar para bater fotos. Permitem assistir ao culto, claro, mas dizem que fotos, só depois do culto. Um sinal de religiosidade e respeito.
Entramos, assistimos um pedaço da missa, na Catedral que é deslumbrante, e tenho que contar que enquanto estava maravilhada,olhando o interior da Catedral, o coral começou a cantar os hinos, bem atrás de onde estávamos, senti um arrepio, de tão bonito! Foi um momento bem bonito, e acredito que qualquer viajante sentiria a mesma coisa, independente da sua religião ou crença.

Mais uma foto da Catedral
Depois, fomos trocar o dinheiro por nuevos soles, existem inúmeras casas de câmbio, mas as recomendadas de acordo com a  Machu Picchu Brasil, são a Lac Dolar, na Av. El Sol, e como estava fechada, pedimos indicação e o Ricardo nos indicou uma vizinha a esta (não consigo lembrar o nome), mas fica umas duas portas depois da Lac Dolar, numa loja de artigos fotográficos.
Andamos todas as lojinhas que vocês podem imaginar, almoçamos na Tratoria Adriano. Comemos para variar, Pollo saltado (filé de frango a milanesa) com legumes por S/21,50 e a Júlia foi de Espaguete a bolonhesa, por S/17,00, acompanhados da incomparável Inca Cola.
Banca de frutas

Depois, fomos conhecer o Mercado Central, sempre acho que é um passeio obrigatório, pois você tem contato com os verdadeiros cheiros, temperos, gastronomia e costumes locais. Siga a Plaza de Armas em direção a Calle Mantas, segue em frente, passa a Igreja de Santa Clara, é uma reta só.

A banca com elementos indecifráveis
Vimos bancas com coisas que não tínhamos idéia do que pudesse ser, a parte de carnes sem refrigeração embrulhou um pouco nossos frescos estômagos, uma banca com artigos parecendo de bruxaria, bem surreal, a parte de gastronomia local, que nos encheu de curiosidade, mas não deu coragem o suficiente para experimentar nada e a parte de roupas.
Já tinha lido que era bom pechinchar nas roupas e é verdade. Alguns dos melhores preços (e barganhas) encontramos aqui no mercado. Você pergunta, o dono da banca te fala o preço, você faz que pensa, faz que vai embora, então o dono insiste, abate uns S/5 ou S/10, dependendo da quantidade de peças que vai levar e pega um bom desconto final.
A parte de gastronomia local

Assim também vale na Feira Artesanal de Produtores, um pouquinho antes de chegar ao Mercado, parece uma viela, mas lá dentro, existem inúmeras barracas com (teoricamente, não sei se é só o nome gente) produtos direto do fabricante, e também rendeu algumas boas pechinchadas.
Com algumas comprinhas na mão, felizes da vida, voltamos ao Hotel para arrumar a mochila para a Trilha de Salkantay a partir do dia seguinte.
Ficamos com preguiça de descer de novo, para jantar e como bons paulistanos preguiçosos, pedimos para o Hotel pedir uma pizza para comer por lá mesmo. Gente, não lembro o nome da pizzaria, mas acho que foi a pior pizza que comemos na vida...o interessante (também vimos isto na Tratoria Adriano) foi que vieram torradinhas, acompanhadas de dois tipos de molho, o rocoto e um molho branco, que tinha gosto de alho.










A chegada em Cusco- o reconhecimento e a aclimatação

Flores na Plaza de Armas- Cusco


Pegamos o vôo SP-Lima às 19:40 hs, chegamos em Lima depois de cerca de 4 horas de vôo e já havíamos nos preparado psicologicamente e fisicamente em passar a noite no Aeroporto, pois o vôo para Cusco estava marcado para as 05:50 somente, um tempo que não era suficiente para pernoitar em um Hotel. Para completar a espera, 2 horas de fuso horário, fazer o que...
Por que será que acabamos repetindo sempre a mesma rotina...

A surpresa foi ver um monte de gente dormindo pelos corredores do Aeroporto. O pessoal simplesmente esticava confortavelmente seu isolante e seu sleeping bag, se acomodava e pronto, a melhor cama do mundo...
Pena que já havíamos feito check in e despachado nossas bagagens...
O jeito foi pegar um pedaço de chão mesmo e esperar, pois na área antes do embarque, as cadeiras são muito escassas. Depois que entramos na área do embarque (deveríamos ter pensado nisso antes), haviam cadeiras de sobra e todos acabamos tirando um cochilo lá mesmo, do jeito que deu... (minha mãe e minha sogra que não saibam disso,coitada da Júlia... hehehe)

Chegamos às 7:10 hs em Cusco e preciso dizer que sentimos duas coisas logo de cara: o frio, pois a temperatura em Lima é praticamente como São Paulo, e não fez tanta diferença, e a falta de ar, que seria nossa companheira constante, a partir daí.

Nós na Sede da machu Picchu Brasil, em Cusco
A Magaly, da nossa agência escolhida, Machu Picchu Brasil (recomendamos fortemente, pelo profissionalismo e atenção) já nos esperava para o translado (privado) ao  Hotel Dom Bosco .

Hotel Dom Bosco

Refeitório do Hotel Dom Bosco
A diária ficou em R$ 180,00 para nós três, com desayuno incluído. O Hotel fica na Calle Suécia, teoricamente a 200 m da Plaza de Armas, mas a subidinha... no mais, é um hotel bem agradável, tem água quente a toda hora (isso parece besteira aqui no Brasil, mas creia-me, no frio de Cusco faz toda a diferença), os funcionários são extremamente atenciosos e também recomendamos.


A Magaly fez conosco uma breve reuniãozinha, nos servindo das garrafas térmicas sempre cheias no Hotel, de chá de coca, nos deu um mapa da agência com os pontos principais de visitação no centro da cidade,como os museus, restaurantes, com indicações do que fazer e visitar e alteramos o briefing anteriormente marcado para o dia seguinte para este mesmo dia às 15:00 hs.
Tomamos o desayuno (muito bom, por sinal), sempre três tipos de pães, geleias, queijo branco, presunto, frutas, manteiga, sempre dois tipos de pratos quentes, como ovos, ou salsichas, ou uma casquinha de pastel, às vezes guacamole (uma delícia), iogurte, dois tipos de sucos, cereais, leite e café.
Chegamos, subimos com a bagagem e pela noite “muito bem descansada”, desabamos os três na cama até por volta das 13:00 hs.
Tomamos um banho bem demorado cada um e saímos para bater perna, de leve, lembrando do compromisso às 15:00 hs.

A Catedral de Cusco
Com o mapa na mão, mais a leitura do guia Frommer’s que eu “comi”, descemos em direção á Plaza de Armas e fomos andando e descobrindo em cada Calle, lojinhas inúmeras, fervilham todos os tipos de serviços: agências de turismo oferecendo passeios, lojas vendendo artesania local, roupas em lã, alpaca, prata, lojas de artigos para trekking para comprar e aluguel de equipamentos, ATMs, casas de câmbio (um monte), restaurantes, cafés, hotéis, hostels, boticas, gente oferecendo massagem, gente com roupa típica oferecendo-se para tirar uma foto, uma loucura! Além disso, todas as línguas e tipos de gente que você pode imaginar (sendo os trilheiros a esmagadora maioria). Imagina, mal de altitude ou soroche que nada! O chamado das lojas e desta diversidade, foi maior para nós do que tudo isso!
Engraçado que o assédio aqui, acabou não me incomodando como me incomoda normalmente. Sei lá, como já sabia, acabei achando normal. (Além da diversidade de gente transitando ser um atrativo a parte).


Rapidinho chegou o horário do nosso encontro, e fomos para a agência, na Calle Garcilaso, 265. Conhecemos o Fredi e o Ricardo, o dono da agência. O Fredi nos explicou quase que quilômetro por quilômetro o percurso e como seria a trilha, detalhadamente e tiramos todas as dúvidas que ainda tínhamos e nos esclarecendo, nos deu uma segurança muito grande, pois apesar de sabermos o que encontraríamos pela frente, ainda restava em mim um resquício de medo... o fato de termos uma equipe (o guia, o cozinheiro e o arriero-o moço que cuida dos cavalos) exclusivamente para nós, ou seja, não teria a preocupação de ter que seguir o ritmo de jovens (ainda mais europeus, que andam numa velocidade impossível para mim) um cavalo extra disponível, caso eu ou a Júlia precisássemos de auxílio na trilha, nos momentos mais complicados, me deixou bastante tranquila.

O couvert com iguarias típicas










Nos despedimos e como havíamos pulado o almoço,  justamente para evitar o enjôo, típico do soroche, fomos jantar no El mesón de  Don Tomás, fica no centro, em frente ao Convento de Santa Catalina, Santa Catalina Angosta # 169, fone: (51) (084) 241-757.
Pedimos o nosso básico de sempre, quando ainda estamos nos aclimatando em qualquer lugar: frango grelhado com papas fritas, S/ 30,00. Credo, vai num lugar assim e não entra de sola no cuy???- o famoso porquinho da índia. Não, no primeiro dia, nem pensar...
O legal é a entrada, (grátis), com pisco sour, chica morada, (a bebida feita do milho, que nós adoramos e lembra muito suco de uva) milho típico cozido, com aqueles grãos grandes, pãozinho quente, manteiga, vinagrete e o molhinho picante que nos acompanhou em toda a estadia, acho que se chama molho rocoto (ou alguns dos inúmeros ajis- pimentas) que eles usam muito.
Demos mais umas voltas pelos arredores da Plaza e iniciamos nossa lenta subida para o Hotel para descansar.


domingo, 22 de julho de 2012

Peru- Cusco e Trilha de Salkantay - Parte Técnica



Parte técnica (Chato, mas necessário)
A idéia inicial (e como ela se modificou até o final)

Ventilamos a possibilidade de visitar o Peru (a primeira coisa que vêm a mente: Trilha Inca, Machu Picchu, clichê) há cerca de um ano e meio em uma viagem (para variar), e entre assombros e comentários de alguns (“-é muito arriscado!!!,” “muito perigoso, vocês têm coragem de levar a Júlia numa loucura dessas????”, mas vocês têm coragem de pegar aquele trem da morte????”) a idéia ficou meio que adormecida, até que a viagem para o Parque Beto Carrero, em julho do ano passado e o nosso desgaste físico nos alertou para o fato de que já não temos mais vinte anos de idade, e estes sonhos que necessitam de um pouco mais de nosso físico devem ser feitos enquanto ainda temos um pouco mais de resistência.
E também ainda, para compensar os velhos aqui, do programa turismão  padrão a que vamos nos submeter no final do ano, precisávamos de uma coisa bem diferente, para contrastar e surgiu essa idéia.

Começamos a ver alguma coisa em janeiro deste ano, mas aí, veio o Carnaval, nos distraímos com o planejamento, e mais o planejamento da outra viagem do final do ano, o tempo foi passando e quando acordamos em março e entramos em contato novamente com a agência, já não havia mais vaga para a Trilha Inca tradicional.
Vimos alguns comentários e depoimentos sobre esta trilha alternativa, (alguns falando bem e outros falando bem mal), concluímos que as informações eram bem desencontradas , mas ainda com muito receio, resolvemos encarar.


Agência (contratar ou não)

Já falei isso várias vezes, mas para nós, é de extrema importância a contratação de uma agência, ou pelo menos o contato com um guia local (e que tenha referência), ou um ponto de referência, com mapas ou um contato pelo menos, seja aqui ou no exterior, salvo situações em que ninguém contrata e a trilha é altamente conhecida, organizada, demarcada e auto-guiada (como o W em Torres del Paine no Chile, por exemplo).
Para começo de conversa, ninguém entra na Trilha Inca tradicional sem ter marcado com uns 6 meses de antecedência e sem um guia credenciado. O limite de pessoas são de 500 pessoas por dia, incluindo guias, cozinheiros, porteadores e os turistas, do mundo todo, e se uma agência não tem mais vaga, mais nenhuma outra terá.
Para a Salkatay, não existe este número limite. Li vários relatos de pessoas que fizeram a trilha de Salkantay sem guia. Na verdade, depois de tê-la feito, posso falar que o caminho, em si, não tem erro, pois é só acompanhar todos os turistas e guias pela trilha, mas a estrutura e o conforto que você terá, são proporcionais a agência e de quanto está disposto a pagar.
Definido isto, por qual agência, afinal fervilham agências em Cusco...
Bom, todos sabem das minhas pequenas pesquisas e planilhas que faço para o Planejamento, e cotei algumas no Brasil e um pouco no Peru.
Optamos por uma agência brasileira com sede em Cusco, pois o preço não tinha muita diferença e um dos parâmetros que usamos para a cotação é a agilidade e a precisão nas respostas a nossas dúvidas. Não muito aqui nesta viagem em específico, (só um desabafo, mas que serve para todos os casos), agência que não responde e-mail de cotação, não consegue entender uma pergunta simples formulada e responder um simples sim ou não, termos que ligar para implorar uma cotação de preço, já vai saindo da seleção...
Dito isto, mais algumas coisas que vimos e ouvimos: vimos muita gente na trilha sim, inclusive bastante brasileiros, muito mais do que nós imaginávamos encontrar. O que deu para perceber, é o que o pessoal da nossa agência falou: as agências ao redor de Cusco fazem o mesmo tipo de serviço, ou seja, guiam, fazem as refeições, montam as barracas, têm o serviço dos cavalos e tudo o mais, o que é diferente é a qualidade. Comento depois, no dia a dia, como foram a prestação dos serviços. Normalmente juntam vários grupos, formando um grande grupo. Ótimo se você é jovem, está com a sua turma, quer fazer novas amizades e tudo isso.
Talvez tenhamos pago relativamente um pouco mais caro, em comparação às agências locais (nem me dei ao trabalho de comparar) mas o serviço foi sempre exclusivo, ou seja, sempre somente nós três (mais o pessoal do apoio, lógico) pois tivemos de considerar alguns fatores: a Júlia que havia saído de uma pneumonia, eu ando muito devagar, normalmente não consigo mais acompanhar os jovens.
Vou citar dois exemplos que ouvi e utilizo aqui para ilustrar: um caso (que deve ter sido o pior), onde o guia inescrupuloso dopou todo o grupo e roubou os pertences dos turistas e deu no pé. Outro, na vôo de volta para São Paulo, uma turista atrás da gente comentando que havia feito também a Trilha de Salkantay, que passou fome e frio demais...

Guia impresso
Sei, com o advento da internet e os zilhões de blogs de turismo, relatos de viagens em n sites, fóruns de discussão em twitter, facebook e assim vai, ainda não abro mão de um bom guia de viagem impresso, pois as opiniões e indicações são normalmente isentas e abrangem mais do que um relato específico de onde estivemos.
Comprei e recomendo fortemente o guia do Peru do Frommer’s, que tentei absorver por “osmose” as partes que iríamos visitar.


Placas da Sorojchi pills no Aeroporto de Lima
(sugestivo,não?)


O Soroche ou Mal de altitude
Todo mundo já falou, não vou ficar falando de novo, mas é verdade: como dizem os peruanos, nós brazucas, acostumados com altitude de ... praia, invariavelmente vamos sentir os efeitos da altitude. Sentimos dor de cabeça, falta de ar, quando se esforça um pouco, parece que o coração vai saltar da boca, e para todos os males, um produto, logo anunciado no Aeroporto de Lima. Pesquisei antes de ir, e não consegui obter o conteúdo da tal pílula. Minha porção farmacêutica, normalmente adormecida nas viagens, teve que ver o que tinha na tal pílula, e mais a porção hipocondríaca do Ogro, que acreditou que era a pílula do milagre teve que comprar. Quais são os princípios ativos: ácido acetilsalicílico: 325 mg, salofeno: 160 mg e cafeína: 15 mg.
Básico, seguir o conselho de todo mundo: tome bastante chá de coca, quanto você conseguir, descanse nas primeiras horas, e se puder nos primeiros dias, não saia andando rápido como você está acostumado, tenha uma alimentação mais moderada nos primeiros dias, pois pode ficar nauseado. Nosso analgésico usual foi o suficiente para a dor de cabeça. A falta de ar demora um pouco mais mesmo, depois com o tempo, aos poucos, você vai se acostumando...

Uma das inúmeras manifestações culturais que vimos em Cusco

Trilha Salkantay- distâncias e horas referenciais

(fonte: Machu Picchu Brasil)



Cusco- Mollepata (bus)                      90 km              2:40 hs
Mollepata- Soraypampa                     19 km              8:00 hs
Soraypampa- Chaullay                       21 km              10:00 hs
Chaullay- Playa                                  13 km              5:00 hs
Soraypampa-Santa Teresa (bus)         20 km              1:30 hs
Santa Teresa- Hidro                           14 km              2:30 hs
Santa Teresa- Hidro (bus)                  14 km              0:35 min.
Hidro-Águas Calientes                      11 km              3:00 hs

Altitudes
Mollepata                   2.900 m
Cruzpata                     3.400 m
Soraypampa                3.900 m
Salkantaypampa         4.100 m
Ponto mais alto           4.650 m
Huayracpampa           4.000 m
Colpapampa               2.800 m
Playa                           2.400 m
Aguas Calientes         2.000 m
Machu Picchu             2.400 m

Informações diversas

Trem VistaDome
US$ 78,00 por pessoa o trecho
Horários: 15h48 ou 16h22.

Banõs Termales Cocalmayo (em Santa Teresa)
S 5,00

Boleto Turístico del Cusco (compre na Prefeitura, na Av. El Sol)
S/ 130,00
S/ 70,00- estudante

Oferece visita opcional a 16 lugares e é válido por 10 dias.
.Museu histórico Regional
.Museu Municipal de Arte Contemporâneo
.Museu de Sitio de Qoricancha (para o Convento de Santo Domingo, comprar ingresso por S/10,00 adulto e S/5,00 estudante)- faz parte do tour Cusco Arqueológico
.Pikillacta
.Tipón
.Saqqsayhuamán-faz parte do tour Cusco Arqueológico
.Q’enqo
.Pukapukara
.Tambomachay- faz parte do tour Cusco Arqueológico
.Chinchero- Valle Sagrado
.Pisac- Valle Sagrado
.Ollantaytambo- Valle Sagrado
.Moray
.Centro Qosqo de Arte Nativo
.Monumento Pachacuteq
.Museu de Arte Popular

Boleto para a Catedral de Cusco
S/ 25,00
S/12,50 para estudantes

Boleto para o Museu Inka (obrigatório)
Segunda a sexta: 8:00 às 19:00 hs
Sábados e feriados: 9:00 às 16:00 hs
S/ 10,00 (gente, perdi o boleto, mas acho que era isso)


Ônibus para Machu Picchu
Subida ou descida: US$ 9,00
Para crianças (subida ou descida): US$ 5,00

Boleto de acesso para Machu Picchu
S/ 76,00- estudante
S/152,00-adulto

Para subir para Huayna Pichu
R$ 30,00 por pessoa e reservar com antecedência
Existem duas subidas: uma às 7:00 e outra às 10:00 hs.

Câmbio
R$1,00 equivale a aproximadamente S/0,8. Quase a mesma coisa.

Gente, para ninguém morrer de tédio, já ficou comprido demais e as outras informações, vou postando aos poucos nos relatos dia a dia.