sábado, 22 de janeiro de 2011

Circuito W em Torres del Paine- Chile- Acampamento Paine Grande

Parque Nacional Torres del Paine


Dia 4- 02/01/11- domingo- transfer para Torres Del paine
Começo do Circuito W no Parque Torres Del Paine. Estudamos em vários roteiros, de muitos blogs e sites relacionados (Mochileiros,  dos amigos de blog, Carla e Élio   e fizemos a opção por este formato de roteiro, principalmente por estarmos com uma criança, de 11 anos (quase 12 anos) e também por não sabermos se iríamos aguentar o tranco, considerando que não estávamos (pelo menos eu) com um condicionamento físico assim, uma Brastemp, além do fato do joelho dar sinais de vida novamente (ou da ausência dela, rsrsrs).

Fizemos o roteiro em 6 dias de acampamento, quando o normal é entre 4 e 5 dias no máximo. Desta forma, teríamos um dia para caminhar com a mochila cargueira, mais pesada,armar acampamento e tal, no dia seguinte, visitar o destino daquele acampamento, de mochilinha e quando voltássemos, o acampamento armado, seria jantar e descansar “somente”...

O ônibus da excursão nos pegou no hostel às 5:30 hs . Outra explicação:fizemos as contas, e considerando, três pessoas, mais o translado de ônibus para Puerto Natales, que seria a opção mais perto, mais uma diária à noite, mais o carregamento da nossa mochila com a carga total para lá e para cá, consideramos que seria mais demorado, mas mais cômodo ir via excursão.

O ônibus foi passando por vários locais e pegando mais passageiros. Passamos na fronteira da Argentina para o Chile, primeira parada do ônibus para carimbar os passaportes e depois uma segunda parada para a vistoria das malas. Mais um pequeno contratempo aqui.
Não é permitida a entrada de nenhum tipo de alimento no Chile, parecido com sementes, nem alimentos frescos, como frutas, etc. Já haviam nos explicado isto, por isso compramos tudo enlatado, ou coisas como macarrão e sopas instantâneas, mas o João cismou que tinha que levar a aveia diária sagrada, e quando perguntou para o guarda da fronteira e ele disse que não podia entrar com aveia,o João tirou a aveia, mais as frutas secas e teve que preencher um novo papel com essa declaração e desmontar todinha a mochila para tirar a bendita aveia. No final das contas, nem precisou porque eles nem fizeram questão da entrada da aveia.

Paramos depois na Cafeteria El Ovejero, para comer alguma coisinha e lá é possível também trocar o dinheiro para pesos chilenos.

Fomos visitando e parando nos principais pontos do parque.

Guanacos
 Onde ficam os guanacos pastando livremente, o mirante do Lago, o Salto Grande, a Laguna Amarga, junto com todos da excursão.


Salto Grande

Algumas pessoas foram ficando em alguns pontos e nós saltamos em Pudeto, às 16:00 hs, para pegar o catamarã das 18:00 hs.
 No período da alta temporada, existem 3 horários, 10:30, 12:00 e 18:00 hs. Ficamos preocupados se deveríamos ir comprar bilhete em algum lugar, ou reservar, mas depois conseguimos a informação que seria só ficar lá esperando e entrar no barco e pagar. E foi isso mesmo.

A viagem com catamarã dura 30 minutos e com uma condição de tempo excepcional, conseguimos avistar os 3 montes principais: Paine Grande, os Cuernos e Monte Almirante Nietto.

O que foi excepcional também foi o calor, que comentamos com um casal inglês e uma japonesa, que todos esperavam enfrentar o frio, mas o calor... estávamos todos de camiseta e acabamos indo molhar os pés no lago (gelaaado!!, mas uma delícia!)

Olha a quantidade de mochilas dentro do catamarã...
Chegamos no Campeamento Paine Grande, administrado pela Vértice Vertice enfrentamos a fila para pagar o camping (bom, todos ou a grande maioria, que estavam no catamarã, com exceção daqueles que reservaram vaga no refúgio há pelo menos 6 meses aproximadamente, conforme disseram) , não é necessário reservar antes, a área de camping é grande, e montamos nossa barraca.
 O acampamento têm plataformas de madeira, para facilitar o caminho, a área dos banheiros (feminino e masculino) têm 3 chuveiros e ao lado, 3 banheiros. Existe também uma construção que serve como cozinha, com uma pia grande, e dois fogareiros e algumas mesas e bancos , então você pode cozinhar lá dentro e ir comer perto da sua barraca onde existem várias mesas e bancos espalhados pelo acampamento, ou comer dentro desta construção mesmo. Dentro da área do Refúgio, existe um mini mercado também, dá para comprar mantimentos de última hora.

Fizemos o jantar, capeletti de vegetais, com uma viandada meio fritinha, comemos no banco perto da barraca e fomos dormir.

Dia 05-03/01/11-2ª feira-Glaciar Grey

Dormimos bem, acordei às 6:15 da manhã, com um lindo amanhecer, montamos nosso café e saímos para nossa primeira perninha do W, que seria conhecer o Glaciar Grey. Este dia, diferente do dia anterior, já estava bem frio, para os nossos padrões de sensações de calor e frio tropical.
Uma caminhada de 11 km, que acabamos não indo até o final, chegamos somente até o Mirante, que já foi bastante bonito.

Sentamos numa rocha do mirante, tomamos um lanche lá, e ficamos, com muito frio, que vinha da geleira, admirando o Glaciar de lá mesmo.

Voltamos, preparamos nosso jantar e como estava muito frio, comemos lá dentro da área da cozinha mesmo. Comemos dessa vez um pouco de purê de batatas, que sem manteiga e leite ficou esquisito, sopa e um restinho do capeletti.

Tivemos problemas com os chuveiros também, que não esquentavam nunca, e depois de muita luta de um funcionário conseguimos ter água quente nos chuveiros.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

El Calafate e Glaciar Perito Moreno


Dia 1- 30/12/10- 5ª feira- São Paulo- Buenos Aires

Saímos do Aeroporto de Guarulhos aproximadamente às 22:30 hs, chegando no Aeroparque de Buenos Aires por volta das 23:30 hs, (menos 1 hora, por causa do nosso horário de verão). Deixamos de desembarcar em Ezeiza, como era o previsto, e o nosso primeiro problema acabou acontecendo aí, pois pretendíamos trocar o dinheiro em Ezeiza, pois todas as informações que pegamos diziam que o câmbio melhor era lá. Mas, depois de algumas cabeçadas, conseguimos sacar dinheiro via cartão de crédito.Deu preocupação de não conseguir sacar e passarmos apuro sem grana nenhuma, mas deu tudo certo, no final...
Ps. Vale a pena informar-se sobre a habilitação de saque no exterior na moeda local via cartão de sua conta corrente particular. Ainda, lembre-se de habilitar a utilização do cartão de crédito para utilização no exterior. Dicas meio básicas, mas que para nós “iniciantes” só habilitamos o cartão para uso no exterior.


Dia 2- 31/12/10- 6ª feira- Chegada em El Calafate

Achamos que nossa espera seria de aproximadamente 5 horas, para pegar a conexão para El Calafate, mas acabou se estendendo para umas 7 horas... Devemos confessar que não foi lá muito confortável, mas acabamos até dando risada depois da nossa inventada “posição para dormir no Aeroporto”. E não éramos só nós, tinha mais gente, e alguns mais práticos, acabavam dormindo no chão mesmo, o que achamos que seria até mais confortável...

Enfim, embarcamos às 7:45 hs, num Aeroporto num caos total, fizemos conexão em Trelew e chegamos em El Calafate às 12:20 hs.

O táxi mandado pelo Hostel America del Sur  já nos esperava. Aqui devemos comentar todos os serviços que utilizamos da equipe: a hospedagem em El Calafate, dos dias 31/12 a 02/01, os transfer de táxi, ida e volta, do Aeroporto para a cidade, o passeio para o Parque Nacional Los Glaciares- (Perito Moreno), no dia 01/01/11 e o transfer para o Parque Nacional Torres Del Paine, no dia 02/01/11. Todos estes serviços estão no site da empresa, e achamos mais conveniente e mais prático (além do preço acabar sendo mais acessível) em todos os serviços oferecidos.

Chegamos, fomos recebidos por toda a grande equipe, nos encaminharam para o quarto, só deixamos a bagagem e fomos bater perna, afinal, por ser o último dia do ano, o comércio não estaria funcionando até tarde.


El Calafate é muito graciosa, com o Lago Argentino ao seu lado, casinhas típicas do frio, com rosas, muitas rosas, por todo o lado mais canteiros imensos de lavanda e flores multicoloridas.
Procuramos as casas de câmbio mas estavam todas fechadas. Almoçamos na La Lechuza Pizzas, o tão famoso e recomendado bife de chorizo com papas fritas (AR 63,00) e bife a milanesa (AR 38,00). Fomos ao mercado depois para comprar os mantimentos para o trekking em Torres Del Paine.
Como o João estava com medo de passar fome, achamos que compramos um pouquinho de coisas demais... Voltamos para o Hostel, deixar a “compra do mês”, acabamos cochilando um pouquinho, para desespero da Júlia e saímos para passear de novo.


Fomos até a Laguna Nimez, ver os flamingos rosas e os patinhos. Tivemos o primeiro contato (que seriam depois inúmeros, mal sabíamos, do vento patagônico).Voltamos pelo centro da cidade e nossa ceia de Ano Novo foram empanadas e bombas de vários sabores de uma padaria (La Baguette) numa travessa da Av. Libertador, (a principal da cidadezinha). Aproveitamos para levar algumas mais 3 alfajores caseiros para comer no Perito Moreno no dia seguinte. Foi a primeira vez que precisei usar óculos escuros às 20:00 hs, pois o sol estava me incomodando...Voltamos cansados mas felizes, por passar um Ano Novo tão diferente e fomos dormir após uma ducha deliciosa do Hostel, às 22:30 hs, com o sol ainda se pondo.




Dia 3- 01/01/11- sábado- Glaciar Perito Moreno

Acordamos tarde, tomamos café (cereais, pães, 2 tipos de bolo, panetone, café, chá, leite, 2 tipos de suco, manteiga e doce de leite), o ônibus nos pegou às 10:00 hs no Hostel para a excursão para o Perito Moreno.

Iríamos fazer o passeio na volta do trekking em TDP, porém no dia 01/01, não haveria a excursão para Torres Del Paine, e para não ficarmos de bobeira na cidade, descansar um pouco depois da noite mal dormida,lá fomos nós. É excursão que vai todo mundo, aquele bando de turistas, aquela coisa que todo mundo vai.. é... uma vez que você está lá, é passeio obrigatório, inclusive pegar o barquinho e andar todas aquelas escadarias muito bem montadas, parar em cada lance do mirante, e tirar "N" fotos.


Logo depois da entrada, existe um restaurante, onde você pode almoçar ou tomar um lanche. Não foi o nosso caso, pois tínhamos nossas empanadas.

Chegamos no parque por volta das 12:30 hs, a entrada é de AR 75,00 e criança até 12 anos não paga. O barco é AR 50,00 e criança até 12 anos também não paga.

É um visual indescritível, as fotos, aliás, como sempre, nunca fazem jus ao impacto de você ver pessoalmente, a grandiosidade da natureza que se descortina na sua frente.


Saímos do Parque às 16:30 hs e voltamos para o Hostel.

Comemos o tão aclamado churrasco deles e realmente, segundo o lema: coma até explodir!!! Muuuito melhor que o bife de chorizo de qualquer restaurante. Não me lembro realmente do valor, mas era algo em torno ao equivalente a R$ 40,00 por pessoa, incluído a bebida.



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