domingo, 24 de junho de 2012

Trilha com crianças??????

Primeira caminhada com a Júlia
São Francisco Xavier  janeiro 2001

Revisitando este fim de semana os inspiradores blogs Eu viajo com meus filhos e Mãe Mochileira, Filho Malinha revivi a vontade de compartilhar as nossas vivências com a Júlia desde pequena. Atualmente, publicamos as viagens recentes, lógico, e parece que sempre foi assim, mas para chegarmos até aqui, foi um longo processo...

Ouvimos sempre os maiores incentivos e elogios pelo fato de levarmos conosco nossa filha nas trilhas desde os 2 anos de idade praticamente,bem como desaforos impublicáveis de gente nos xingando e achando um ABSURDO levar a criança para os perigos insondáveis da vida na Natureza... 

Pq. Nacional de Aparados da Serra
Fevereiro de 2002
Na realidade, nunca paramos para nos perguntar se seria possível continuar nossas viagens de ecoturismo quando nossa filha nasceu há 13 anos.
Continuamos a viajar, e acima de tudo, a vontade de continuar a fazer o que é nossa paixão e de não concordamos em deixar nossa filha com avós, babás e tias, e perder a possibilidade de compartilhar momentos únicos com seu filho, criando laços e cumplicidade entre pais e filhos foi o que nos motivou a buscar formas de levá-la conosco.
Pensamos que o primeiro item a ser pensado, claro, é na criança. Ouvi isso uma vez de uma amiga, quando a Júlia tinha meses, e nunca mais isso nos abandonou: "quando você moldar a sua vida para o bem estar dela, todo o resto irá fluir", e essa máxima, utilizamos em todo o processo, não só nas trilhas, claro...

Pq. Carlos Botelho
abril de 2003


Como?
Portanto, o primeiro item pensado foi no meio de transporte. Lógico, que vimos todo o tipo de coisa: criança sendo carregada no colo, nos ombros, sentada, deitada, mas pela nossa experiência, a melhor maneira ainda é o equipamento correto, que é a cadeirinha. Desde os modelos mais simples até os mais sofisticados, o importante é que ela ofereça segurança para a criança, com acolchoamento interno, cintos de segurança para fixá-la ,e também para quem a carrega, trazendo maior estabilidade e segurança.
Depois de adquirido o equipamento vem o processo de "aclimatação" da criança. É um processo, mesmo, mostrando para a criança que é uma brincadeira. Com o tempo, e quanto mais tranquilo for esta aclimatação, ela e o carregador irão se ajustando. Cabe ressaltar aqui, que durante o processo, carregue a criança na cadeirinha onde for com ela, na feira, no mercado, no shopping, no parque...

Gruta do Paiva- Intervales
2006, com a tia Adriana e Marlene

Acompanhantes

Vamos para os acompanhantes... Como o carregador estará sobrecarregado, literalmente, o acompanhante acaba ficando com todo o restante da bagagem. Lanche de trilha, mudas de roupas para a criança, fraldas, suquinhos, lanchinhos, marmitinhas e todo o resto .
Outra importante tarefa do acompanhante é colaborar na trilha, sinalizando os melhores pontos no caminho, onde oferece risco, liberando a trilha, visualizando em cima também, porque a criança normalmente estará acima do nível da cabeça do carregador, então ficar atento a galhos ou outros eventuais riscos.
Com relação ainda a acompanhantes, aqui sim, vale todo o tipo de ajuda. Tivemos váaarios companheiros na nossa jornada, e todos eles foram muito importantes. Desde guias cuidadosos, até nossa querida Ogroturma, que nos ajudavam de todas as maneiras, carregando a cadeirinha literalmente, ou com palavras de incentivo para a Júlia (e para o João).

Pq. Aparados da Serra
Fev. 2002, o guarda chuva é um "improviso",
tirado de um carrinho de bebê
Alguns ajustes

Na caminhada:
Façamos alguns ajustes para que a criança possa nos acompanhar nestas aventuras... Consideramos ajustes aqui, desde acoplar um guarda chuva de carrinho na cadeirinha, como nós fizemos, porque a criança não suporta colocar boné até adiar a tãao sonhada aventura para a Patagônia, até a criança ter condições de acompanhar os pais.
Protetor solar e repelente, apesar de um tormento de vez em quando passarem nas crianças que não param quietas, imprescindível assim como renová-los a cada banho de cachoeira ou de mar, claro.
Para descansar a criança e o carregador, o ritmo da caminhada não pode ser como se só estivessem adultos e jovens. O ritmo deve ser mais lento, com mais paradas, até para a criança esticar as pernas um pouco, portanto, conte com uma turma compreensiva e com guias locais que tenham o bom senso de entender isto (ou como fizemos várias vezes, contrate um guia exclusivo, só para a sua família e deixe claro esta condição).
Leve sempre água, (imprescindível), sucos, bolachinhas, guloseimas.
Quando a criança for crescendo, estas paradas podem ser um pretexto para elas irem "desmamando" da cadeirinha, e aos poucos, os períodos que ela permanece caminhando irá aumentando com a idade.
Até aqui, tudo tranquilo, pois o esforço maior cabe a boa disposição do heroico carregador e aí chega o tempo em que a cadeirinha torna-se pequena e o carregador também já não está mais assim, um Hércules...

Gruta do Paiva
Intervales 2006, já feliz nas
cavernas
No desmame da cadeirinha:
Como sempre: aclimatação da criança e um processo lento e paciente...
No nosso caso foi o pior possível: estávamos na Trilha da Cachoeira da Laje, na Ilha do Cardoso, cerca de 20 km ida e volta, a Júlia com 4 anos, no limite de peso que a cadeirinha suportava, e para ir, beleza...
Na volta, pegamos uma chuva no caminho, os irresponsáveis guias do Parque simplesmente nos deixaram para trás, com toda a nossa turma e o João simplesmente não aguentava mais, anoitecendo, um horror!!!! O caminho até foi fácil de achar, não tinha muito segredo, mas a Júlia acabou tendo que descer, e fomos guiando ela, dando a mão nos trechos mais complicados, um na frente e outro atrás, mas com paciência (e toda a querida Ogroturma que estava com a gente) conseguimos chegar no ponto inicial da trilha.
Ficaram aqui, algumas lições deste dia:
-a criança sempre no meio de dois adultos (ainda hoje escalamos a fila indiana nas trilhas desta forma, intercalando a criançada que está com a gente);
-o adulto sempre orientando e avisando onde pôr o pé, como, onde pôr a mão e onde não, os buracos, pedras e pontos escorregadios e ajudando onde é mais perigoso;
-deveria ser o primeiro mandamento do trilheiro: “Não pularás”... já vi gente tentando dar uma de Indiana Jones e se machucando várias vezes...
-segundo mandamento: “Na dúvida, use a terceira perna”... ou como dizia nosso amigo Aércio da Chapada Diamantina, “usa o freio ABS”...  eu explico: (A bunda segura), eu sei, meio feio, mas sempre funciona. Nada de novo, de dar uma de herói e Eu consigo! Ficou com receio de cair, não hesite!
-terceiro mandamento: “em pedras, principalmente molhadas, agacha,segura nas pedras e vai!” Esta história de andar equilibrando em cima de pedras, achar que pode saltar e vai cair seguro do outro lado, inevitavelmente acaba mal. Primeiro, certifique-se que terá apoio no passo que dará e então continue, neste tipo de lugar.
-quarto mandamento: “não correrás”. Você está c.a.m.i.n.h.a.n.d.o., não é uma corrida de aventuras, ainda mais com crianças.

a "bóia-fria" em Gonçalves
Julho de 2001
Na alimentação:
Algumas vezes não será possível almoçar, dependendo da distância da trilha. Levávamos uma “bóia-fria” com um potinho com um pouquinho do jantar do dia anterior e uma colher, ela sentava no colo do pai ou num cantinho e mandava ver. Lógico que aqui valem as papinhas industrializadas. No nosso caso, ela não gostava muito, pois sempre preferiu “comida de verdade”, como ela dizia.
Conforme a criança vai crescendo, com um café da manhã bem reforçado, alguns lanches de trilha, o almoço tardio também fica valendo.


Concluindo portanto, com alguns ajustes, uma conjunção de fatores, que inclui o equipamento, o carregador, os acompanhantes e claaaro, a adaptabilidade de criança, é possível sim, você continuar suas caminhadas com seu filho. Parece muito sacrificante, nestes termos, mas acreditem, não existe satisfação maior do que você compartilhar estes momentos dessas viagens, mais o contato com a natureza e o fortalecimento do laço familiar.
Continuo nos próximos capítulos...


terça-feira, 12 de junho de 2012

Bolo de Farofa

Bolo de Farofa

Ingredientes para o bolo:

.3 xícaras de farinha de trigo
.1 ovo
.1 xícara e ½ de açúcar
.1 tablete de margarina 100 g
.1 colher de sopa de fermento em pó

Ingredientes para o creme

.1 lata de leite condensado
.1 lata de leite comum
.2 colheres de sopa de amido de milho ou farinha de trigo
.1 colher sopa de margarina
.2 gemas
.1 colher sobremesa de baunilha
.1 lata de creme de leite

Modo de fazer

  1. Misture os ingredientes da farofa com as mãos até ficar bem soltinha, reserve
  2. Levar ao fogo o leite condensado, o leite comum, o amido ou farinha, a margarina, as gemas até engrossar
  3. Retire do fogo e coloque o creme de leite e a baunilha
  4. Espere esfriar para fazer a montagem
  5. Untar e enfarinhar uma forma retangular, colocar metade da farofa, o creme já frio e a outra metade da farofa
  6. Levar para assar por 30 minutos mais ou menos

Receita  gentilmente cedida pelo amigo Fabiano.
Pulo do Ogro: o bolo está pronto quando as bordas estiverem douradinhas, aí é hora de tirar. A farofa não ficará corada como os bolos normais.